Subscribe:

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Beneficios do chá verde para o cérebro

O Chá verde é um tipo de chá feito a partir da infusão da erva Camellia Sinensis. É chamado de verde porque as folhas da erva sofrem pouca oxidação durante o processamento, o que não acontece com as folhas do chá preto. Algumas outras ervas são vendidas a título de chá verde, porém o verdadeiro chá verde é o feito a partir da folha do arbusto Camellia Sinensis.

Muito popular na China e no Japão, há pouco tempo começou a ser consumido com maior freqüência no ocidente, tradicional consumidor de chá preto, devido tanto a uma tendência orientalista, quanto às propriedades anti-oxidantes do cha verde a ela atribuídas.


Nos últimos anos uma miríade de estudos têm se dedicado a descobrir os diversos efeitos positivos desta bebida verde de mais de cinco mil anos, no corpo humano.
Se você beber entre duas a seis xícaras de chá verde por dia - caso a infusão seja feita corretamente - poderá acumular inúmeros benefícios para a sua própria saúde que, no final das contas, pode resultar em aumento significativo da sua longevidade e qualidade de vida.

Previne e retarda a doença de Alzheimer
 As mesmas substâncias que parecem prevenir o câncer no chá verde evitam que se forme uma proteína que cria placas no cérebro e levam à demência chamada de doença de Alzheimer. Experimentos mostraram redução de 54% no acúmulo das placas no cérebro de roedores. Este efeito ocorre, pois compostos presentes no chá verde inibe a atividade de uma enzima que destrói a acetilcolina, uma importante substância encontrada nos neurônios.

Protege contra doença de Parkinson
 Doença de Parkinson é causada pela perda de neurônios produtores de dopamina, que controla os movimentos. Os antioxidantes do chá verde, ao reduzir a oxidação dos neurônios estariam contribuindo para a redução do avanço e prevenção da doença.

SAIBA COMO PREPARAR UM EXCELENTE CHÁ VERDE

Se o sabor do chá verde é insuportável assim, você está fazendo algo muito errado ao prepará-lo. A maneira correta de preparar chá verde é pela infusão:

Deixe a água no fogo até começar a juntar minúsculas bolhas de ar, logo antes da fervura.
A temperatura ideal é de 70 a 80oC.
Nesse ponto coloque a água no recipiente onde a infusão será efetuada e mergulhe a erva.
Deixe a infusão correr por, no máximo, cinco minutos e coe a erva.
Beba o antes possível, sem pressa.

Infusões mais demoradas levarão à liberação excessiva do tanino contido na erva, uma substância amarga. Segundo especialistas a água muito quente ou a infusão muito longa podem levar à evaporação, ou quebra, das substâncias salutares presentes na erva e o efeito benéfico da sua xícara poderia ser reduzido.

A infusão deve resultar em uma bebida de cor verde clara com sabor suave.


Continue Lendo...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Esclerose Múltipla

O QUE É ESCLEROSE MÚLTIPLA?

 Esclerose múltipla é uma doença crônica que afeta o cérebro e cordão espinhal. A esclerose múltipla pode causar vários sintomas, incluindo alteração nas sensações, problemas visuais, franqueza muscular, depressão e dificuldades de fala e coordenação. Embora muitos pacientes tenham uma vida plena e recompensadora, a esclerose múltipla pode causar problemas de mobilidade e incapacidade em casos mais severos.
Esclerose Múltipla afeta os neurônios, os quais são células do cérebro e cordão espinhal que carregam informações, criam o raciocínio e perpecpção e permitem ao cérebro controlar o corpo. Há uma camada de gordura que envolve e protege esses neurônios e os ajudam a carregar sinais elétricos. A esclerose múltipla causa a destruição gradual dessa camada e a divisão dos neurônios em pedaços pelo cérebro e coluna espinhal, o que ocasiona vários sintomas dependendo de quais sinais foram interrompidos. Acredita-se que a esclerose múltipla resulte do ataque do sistema imunológico da pessoa ao sistema nervoso, desta forma sendo caracterizada com uma doença autoimune.
FORMAS DE ESCLEROSE MÚLTIPLA

A esclerose múltipla pode ter várias formas diferentes, com sintomas novos ocorrendo em ataques discretos ou aparecendo lentamente com o tempo. Embora saiba-se bastante como a esclerose múltipla causa danos, sua causa exata continua desconhecida. Até agora a esclerose múltipla não tem cura, porém há vários tratamentos disponíveis que podem diminuir o aparecimentos de novos sintomas. Esclerose múltipla afeta principalmente adultos, geralmente tendo início quando a pessoa tem entre 20 e 40 anos de idade, e é mais comum em mulheres do que em homens.

CAUSAS DA ESCLEROSE MÚLTIPLA

Embora saiba-se muito sobre os mecanismos envolvidos no processo da esclerose múltipla, sua causa permanece de difícil compreensão. A teoria mais aceita é de que ela resulta de ataques ao sistema nervoso central pelo próprio sistema imunológico do organismo. Alguns acreditam que a esclerose múltipla é uma doença metabolicamente dependente, enquanto outros acham que ela pode ser causada por um vírus como o Epstein-Barr. Há ainda os que acreditam que sua pouca prevalência nos trópicos aponta para uma deficiência de vitamina D na infância. 
CURA E TRATAMENTO DA ESCLEROSE MÚLTIPLA

A
esclerose múltipla não tem cura, mas várias terapias de tratamento mostraram ajudar. O tratamento para esclerose múltipla busca o retorno das funções após um ataque, evitar novos ataques e prevenir a incapacitação. Como muitos tratamentos, a medicação de vários efeitos colaterais e muitas terapias ainda estão sob investigação.

PROGNÓSTICO DE PACIENTES COM ESCLEROSE MÚLTIPLA

O prognóstico para pacientes de esclerose múltipla depende do sub-tipo da doença, características individuais, sintomas iniciais e grau de incapacitação que a pessoa sobre à medida que o tempo avança. Porém, a expectativa de vida de pessoas com esclerose múltipla é quase a mesma da população não afetada e em muitos casos é possível uma vida normal.






Continue Lendo...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Autismo





O QUE É ?
Autismo é uma desordem na qual uma criança jovem não pode desenvolver relações sociais normais, se comporta de modo compulsivo e ritualista, e geralmente não desenvolve inteligência normal.
O autismo é uma patologia diferente do retardo mental ou da lesão cerebral, embora algumas crianças com autismo também tenham essas doenças.
Sinais de autismo normalmente aparecem no primeiro ano de vida e sempre antes dos três anos de idade. A desordem é duas a quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas.

CAUSAS

A causa do autismo não é conhecida. Estudos de gêmeos idênticos indicam que a desordem pode ser, em parte, genética, porque tende a acontecer em ambos os gêmeos se acontecer em um. Embora a maioria dos casos não tenha nenhuma causa óbvia, alguns podem estar relacionados a uma infecção viral (por exemplo, rubéola congênita ou doença de inclusão citomegálica), fenilcetonúria (uma deficiência herdada de enzima), ou a síndrome do X frágil (uma dosagem cromossômica).

SINTOMAS E DIAGNÓSTICO
Uma criança autista prefere estar só, não forma relações pessoais íntimas, não abraça, evita contato de olho, resiste às mudanças, é excessivamente presa a objetos familiares e repete continuamente certos atos e rituais. A criança pode começar a falar depois de outras crianças da mesma idade, pode usar o idioma de um modo estranho, ou pode não conseguir - por não poder ou não querer - falar nada. Quando falamos com a criança, ela freqüentemente tem dificuldade em entender o que foi dito. Ela pode repetir as palavras que são ditas a ela (ecolalia) e inverter o uso normal de pronomes, principalmente usando o tu em vez de eu ou mim ao se referir a si própria.
Sintomas de autismo em uma criança levam o médico ao diagnóstico, que é feito através da observação. Embora nenhum teste específico para autismo esteja disponível, o médico pode executar certos testes para procurar outras causas de desordem cerebral.
A maioria das crianças autistas tem desempenho intelectual desigual, assim, testar a inteligência não é uma tarefa simples. Pode ser necessário repetir os testes várias vezes. Crianças autistas normalmente se saem melhor nos itens de desempenho (habilidades motoras e espaciais) do que nos itens verbais durante testes padrão de Q.I. Acredita-se que aproximadamente 70 por cento das crianças com autismo têm algum grau de retardamento mental (Q.I. menor do que 70).
Entre 20 e 40 por cento das crianças autistas, especialmente aquelas com um Q.I. abaixo de 50, começam a ter convulsões antes da adolescência.
Algumas crianças autistas apresentam aumento dos ventrículos cerebrais que podem ser vistos na tomografia cerebral computadorizada. Em adultos com autismo, as imagens da ressonância magnética podem mostrar anormalidades cerebrais adicionais.
Uma variante do autismo, às vezes chamada de desordem desenvolvimental pervasiva de início na infância ou autismo atípico, pode ter início mais tardio, até os 12 anos de idade. Assim como a criança com autismo de início precoce, a criança com autismo atípico não desenvolve relacionamentos sociais normais e freqüentemente apresenta maneirismos bizarros e padrões anormais de fala. Essas crianças também podem ter síndrome de Tourette, doença obsessivo-compulsiva ou hiperatividade.
Assim, pode ser muito difícil para o médico diferenciar entre essas condições. 

PROGNÓSTICO E TRATAMENTO
Os sintomas de autismo geralmente persistem ao longo de toda a vida.
Muitos especialistas acreditam que o prognóstico é fortemente relacionado a quanto idioma utilizável a criança adquiriu até os sete anos de idade. Crianças autistas com inteligência subnormal - por exemplo, aquelas com Q.I. abaixo de 50 em testes padrão - provavelmente irão precisar de cuidado institucional em tempo integral quando adultos.
Crianças autistas na faixa de Q.I. próximo ao normal ou mais alto, freqüentemente se beneficiam de psicoterapia e educação especial.
Fonoterapia é iniciada precocemente bem como a terapia ocupacional e a fisioterapia.
A linguagem dos sinais às vezes é utilizada para a comunicação com crianças mudas, embora seus benefícios sejam desconhecidos. Terapia comportamental pode ajudar crianças severamente autistas a se controlarem em casa e na escola. Essa terapia é útil quando uma criança autista testar a paciência de até mesmo os pais mais amorosos e os professores mais dedicados. 

LISTA DE CHECAGEM DO AUTISMO
A lista serve como orientação para o diagnóstico. Como regra os indivíduos com autismo apresentam pelo menos 50% das características relacionadas. Os sintomas podem variar de intensidade ou com a idade.
 













































































Continue Lendo...

Epilepsia


Epilepsia (palavra de origem grega que quer dizer atacar de surpresa), é uma afecção crônica do Sistema Nervoso Central, na qual o paciente é predisposto a apresentar episódios agudos de descarga excessiva, anormal e transitória de células nervosas (crises epilépticas).

Este quadro pode ou não ser acompanhado de Distúrbios do Comportamento ou Déficit das Funções Cognitivas. Para que se caracterize a epilepsia, o caráter repetitivo das crises é fundamental, ou seja, uma crise isolada não constitiu elemento para defini-la.

É a manifestação clínica causada por uma descarga transitória, excessiva e anormal de células nervosas. Pode ser comparada a uma tempestade elétrica, ocorrendo num grupo de neurônios.
As descargas podem variar de local, extensão e severidade, o que leva a uma ampla diversidade de formas clínicas.
Os sinais e sintomas de uma crise epiléptica (distúrbios da consciência, dos movimentos ou da
sensibilidade) refletem, portanto, a ativação da parte do cérebro afetada por esta atividade excessiva. Pode ser afetada apenas uma parte do cérebro (crise parcial ou focal) ou toda extensão dos dois hemisférios cerebrais (crise generalizada).
É importante lembrar que o termo disritmia, aplicado nesta área, não tem fundamento científico.


A grande variação nos dados obtidos sobre a epidemiologia da epilepsia deve-se à dificuldade de diagnóstico e ao preconceito que faz com que pacientes e familiares omitam o problema. A prevalência de epilepsia é estimada em 1 a 2% da população geral.
Considerando-se uma população de 150 milhões de habitantes para o Brasil, teríamos então, aproximadamente 1,5 milhão a 3 milhões de pacientes epilépticos. Pode-se, portanto, concluir, que a epilepsia se constitui em um importante problema de saúde pública.
A incidência varia consideravelmente de acordo com a idade, sendo que mais de 75% dos pacientes terão sua primeira crise antes dos 18 anos. A faixa mais acometida é a infantil, grande parte com menos de 2 anos de idade.Estima-se, também, que seja discretamente mais frequente no sexo masculino e em classes sociais mais baixas.

A determinação do diagnóstico de epilepsia requer investigação clínica criteriosa:
  • História clínica com descrição da crise;
  • Antecedentes pessoais (neurológicos e psiquiátricos);
  • Antecedentes familiares;
  • Exame clínico;
  • Exame neurológico;
  • Exames complementares, como:
  • Eletroencefalograma (EEG);
  • Tomografia computadorizada (TC);
  • Ressonância magnética (RM);
  • Exame de líquor

A epilepsia pode ser resultado de malformações congênitas, infecções, tumores, doenças vasculares degenerativas ou traumas.
A investigação da causa da epilepsia se inicia na análise dos dados obtidos na história clínica. São eles que irão orientar os próximos passos na direção da causa mais provável. A razão de mais de ¾ dos pacientes apresentarem início das crises dos 18 anos, a maioria crianças, ainda não é clara. Provavelmente seja devido a maior vulnerabilidade do sistema nervoso central jovem.
Dentre estes dados, um dos mais importantes é a idade e início das crises, pois a causa da epilepsia varia expressivamente de acordo com a idade, como pode ser observado no quadro abaixo:


Na maioria dos casos, a duração da epilepsia ativa é curta (inferior a 5 anos) e, uma vez adquirida a remissão, esta é, usualmente, permanente.
De fato, cerca de 70% dos pacientes entrarão em remissão permanente após a instituição do tratamento antiepiléptico.
A remissão ocorre precocemente, na maioria dos pacientes. Quanto mais difícil o controle das crises, pior sua evolução.
Considerando todos estes dados, conclui-se que a instituição de um tratamento adequado, eficaz e oportuno, melhora o prognóstico do paciente epiléptico.


Chamamos de distúrbio de comportamento aquele que se constitui em desvio de um comportamento aceito como normal para o paciente. Pode ser a exacerbação de um comportamento por si indesejável (explosões de temperamento), um comportamento normal ocorrendo em local impróprio (tirar a roupa em público, por exemplo) ou a ausência de um comportamento normal, como um relacionamento social pobre.
O distúrbio de comportamento só deve ser assim chamado, se a alteração chegar a afetar negativamente o paciente ou sua integração social.
A prevalência de distúrbios de comportamento entre crianças com diagnóstico de epilepsia é muito variável, dependendo do grupo de pacientes avaliados. Pode chegar a níveis superiores a 50% em pacientes acompanhados ambulatorialmente.
Como as funções cognitivas, o comportamento pode ser afetado pelos mesmos fatores relacionados à epilepsia. Os que se destacam são: aparecimento precoce de crises, elevada frequência de crises e ambiente familiar negativo.


O diagnóstico de epilepsia deve ser estabelecido de forma definitiva antes do início do tratamento.
A decisão de se iniciar o tratamento deve considerar o paciente como um todo: a severidade do quadro clínico e seu prognóstico. Deve-se ter bem claro o propósito deste tratamento e a expectativa do paciente.
Tendo-se decidido que o paciente requer tratamento medicamentoso, depara-se a necessidade de escolher a medicação adequada.
Muito importante é ter em conta que a medicação, após instituída, deverá ser mantida durante muitos anos, por vezes até o final da vida.
A maneira como o indivíduo interage com o ambiente social (família, trabalho, amigos) é bastante afetada pelo fato dele ser um portador de epilepsia. O tratamento deve, portanto, não apenas visar o controle de suas crises, mas a melhora da qualidade de vida do paciente, garantindo uma melhor integração social.
A escolha da medicação antiepiléptica a ser utilizada é feita com base no tipo de crise apresentada pelo paciente.
A consequência imediata da escolha adequada da medicação, associada à eficácia contra as crises, melhora a adaptablidade social do paciente epiléptico, que poderá atender melhor e mais facilmente às exigências de seu meio, dentro de uma vida de qualidade.

Sabe-se que aproximadamente 75% dos pacientes epilépticos são indivíduos jovens e que, destes, grande parte é de crianças.
A epilepsia se apresenta sempre com quadros dramáticos e, mesmo havendo nos dias de hoje, maiores informações e conhecimentos sobre a doença, é uma moléstia capaz de suscitar preconceitos e animosidade contra seus portadores. Sendo uma doença que interfere nas funções cognitivas, obviamente pode comprometer o aprendizado, levando esses pacientes a uma perda irreparável, tendo-se em vista seu desempenho intelectual no futuro.

Considerando-se esses aspectos, seu tratamento imediato, eficaz e com menor prejuizo na qualidade de vida, é o objetivo primordial por parte dos médicos, pais e pacientes.
Continue Lendo...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Doença de Alzheimer

O QUE É ?

A Doença de Alzheimer é uma doença do cérebro, degenerativa, isto é, que produz atrofia, progressiva, com início mais freqüente após os 65 anos, que produz a perda das habilidades de pensar, raciocinar, memorizar, que afeta as áreas da linguagem e produz alterações no comportamento.

QUAIS AS CAUSAS DA DOENÇA ?

As causas da Doença de Alzheimer ainda não estão conhecidas, mas sabe-se que existem relações com certas mudanças nas terminações nervosas e nas células cerebrais que interferem nas funções cognitivas. Alguns estudos apontam como fatores importantes para o desenvolvimento da doença:
 
Aspectos neuroquímicos: diminuição de substâncias através das quais se transmite o impulso nervoso entre os neurônios, tais como a acetilcolina e noradrenalina.
Aspectos ambientais: exposição/intoxicação por alumínio e manganês.
Aspectos infecciosos: como infecções cerebrais e da medula espinhal.
Pré-disposição genética em algumas famílias, não necessariamente hereditária.
    SINTOMAS

Na fase inicial da doença, a pessoa afetada mostra-se um pouco confusa e esquecida e parece não encontrar palavras para se comunicar em determinados momentos; às vezes, apresenta descuido da aparência pessoal, perda da iniciativa e alguma perda da autonomia para as atividades da vida diária
Na fase intermediária necessita de maior ajuda para executar as tarefas de rotina, pode passar a não reconhecer seus familiares, pode apresentar incontinência urinária e fecal; torna-se incapaz para julgamento e pensamento abstrato, precisa de auxílio direto para se vestir, comer, tomar banho, tomar suas medicações e todas as outras atividades de higiene. Pode apresentar comportamento inadequado, irritabilidade, desconfiança, impaciência e até agressividade; ou pode apresentar depressão, regressão e apatia.
No período final da doença, existe perda de peso mesmo com dieta adequada; dependência completa, torna-se incapaz de qualquer atividade de rotina da vida diária e fica restrita ao leito, com perda total de julgamento e concentração. Pode apresentar reações a medicamentos, infecções bacterianas e problemas renais. Na maioria das vezes, a causa da morte não tem relação com a doença e sim com fatores relacionados à idade avançada.

DIAGNÓSTICO
Uma das dificuldades em realizar um diagnóstico de Doença de Alzheimer é a aceitação da demência como consequência normal do envelhecimento.
O diagnóstico de Doença de Alzheimer é feito através da exclusão de outras doenças que podem evoluir também com quadros demenciais. Por exemplo:
 
Traumatismos cranianos
Tumores cerebrais
Acidentes Vasculares Cerebrais
Arterioesclerose
Intoxicações ou efeitos colaterais de medicamentos
Intoxicação por drogas e álcool
Depressão
Hidrocefalia
Hipovitaminoses
Hipotireoidismo
TRATAMENTO

Não existe cura conhecida para a Doença de Alzheimer, por isso o tratamento destina-se a controlar os sintomas e proteger a pessoa doente dos efeitos produzidos pela deterioração trazida pela sua condição. Antipsicóticos podem ser recomendados para controlar comportamentos agressivos ou deprimidos, garantir a sua segurança e a dos que a rodeiam.
A doença de Alzheimer não afeta apenas o paciente, mas também as pessoas que lhe são próximas. A família deve se preparar para uma sobrecarga muito grande em termos emocionais, físicos e financeiros. Também deve se organizar com um plano de atenção ao familiar doente, em que se incluam, além da supervisão sociofamiliar, os cuidados gerais, sem esquecer os cuidados médicos e as visitas regulares ao mesmo, que ajudará a monitorar as condições da pessoa doente, verificando se existem outros problemas de saúde que precisem ser tratados.
Continue Lendo...

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Síndrome de Guillain-Barré

A Síndrome de Guillain-Barré era até há pouco tempo considerada uma doença única. Hoje sabe-se que se trata de uma doença heterogênea com algumas variantes.
Trata-se de uma síndrome auto-imune onde ocorre uma lesão da bainha de mielina que recobre os nervos periféricos. É uma polirradiculopatia desmielinizante inflamatória.

Vamos traduzir então:

Todas os nossos estímulos sensoriais como dor, temperatura, tato e pressão são transportados pelos nervos periféricos até a medula espinhal, e de lá, para o cérebro onde serão processados. O mesmo acontece com os estímulos motores, só que no sentido contrário. Quando mexemos a mão, isso só ocorre porque o cérebro executa uma ordem que vai até a medula espinhal e desta para o nervo periférico que inerva os grupos musculares que comandam a mão.

Guillain-BarréA medula espinhal está conectada ao cérebro, possui mais ou menos 45 cm de comprimento e fica dentro da coluna vertebral. Vai da primeira vértebra cervical, lá em cima do pescoço, até a segunda vértebra lombar. Ao longo da medula saem vários plexos de nervos periféricos para todo o corpo.
Reparem na divisão da inervação. A parte inferior do corpo é inervada pelos nervos que saem da região da coluna lombar, enquanto que os braços e o tronco pelos nervos da região torácica e cervical. Já dá para saber porque lesões altas na coluna causam tetraplegia com paralisação de todo o corpo e lesões baixas apenas paralisam as pernas.
Os nervos levam e trazem as informações ao cérebro através de impulsos elétricos. Assim como fios encapados, os nervos também são revestidos por uma substância isolante chamada de bainha de mielina. A síndrome de Guillain-Barré ocorre pela produção de auto-anticorpos que atacam e destroem essa bainha de mielina protetora.
Guillain-BarréO processo inflamatório e a destruição da bainha bloqueiam a passagem do estímulo nervoso. O cérebro dá a ordem, mas ela não chega ao músculos.
Os nervos acometidos são basicamente os motores, com pouco ou nenhum acometimento dos nervos sensitivos. Logo, há incapacidade muscular com pouca ou nenhuma diminuição da sensibilidade.

Sintomas do Guillain-Barré

O quadro clínico é de fraqueza muscular, geralmente iniciada nas pernas e com evolução ascendente. Pode haver desde apenas fraqueza leve até paralisia total dos membros. Em questão de horas/dias a doença começa a subir e acometer outros grupos musculares. Em alguns pacientes o Guillain-Barré progride lentamente e não chega a acometer a parte superior do corpo de modo importante.
A gravidade da doença está nos casos em que ocorre acometimento dos músculos respiratórios e da face, com dificuldade para respirar, engolir e manter as vias aéreas abertas. Até 30% dos pacientes precisam de ventilação mecânica.


Guillain-Barré

70% dos casos apresentam também sintomas de taquicardia (coração acelerado), hipertensão/hipotensão, perda da capacidade de suar, arritmias, retenção urinária e constipação intestinal. São chamados sintomas de disautonomia e também ocorrem por alteração dos nervos periféricos.
Em geral, o Guillain-Barré progride por 2 semanas, mantém-se estável por mais 2 e, então, começa a regredir, um processo que pode durar várias semanas.
Os 2 exames complementares que ajudam no diagnóstico são a punção lombar e a eletroneuromiografia.

Por que ocorre a síndrome de Guillain-Barré ?

A produção de auto-anticorpos parece ocorrer por uma reação cruzada entre anticorpos produzidos contra um agente infeccioso e a bainha de mielina. Explicando, alguns micróbios podem ter proteínas semelhantes as presentes na bainha, se o anticorpo for desenvolvido para atacar essa proteína, ele se confunde e acha que a bainha de mielina também é um agente invasor.
Até 2/3 dos doentes com Guillain-Barré referem um quadro de infecção respiratória ou gastrointestinal antes do aparecimento da síndrome. A infecção mais associada é pelo Campylobacter jejuni, uma bactéria que causa gastroenterite.

Outros eventos além de infecções bacterianas associados ao Guillain-Barré são:

- Infecção pelo HIV
- Vacinação
- Traumas
- Cirurgias
- Linfomas
- Lúpus

Em muitos casos, o fator desencadeante não é identificado.

Tratamento do Guillain-Barré

Os pacientes devem ser internados para observação, mesmo os com doença leve, uma vez que o acometimento respiratório pode ocorrer rapidamente.

O tratamento se baseia em 2 terapêuticas:

- Plasmaferese - Uma espécie de hemodiálise onde se filtra os auto-anticorpos
- Imunoglobulinas - Anticorpos contra os auto-anticorpos

Os 2 tratamentos são igualmente efetivos.

Antigamente usava-se corticóides, mas estes foram abandonados por ausência de benefícios nos trabalhos científicos realizados. Hoje não estão mais indicados.

Em 80% dos casos o paciente se recupera totalmente, ou as sequelas são mínimas e não interferem na qualidade de vida. A mortalidade é de 5% e aproximadamente o mesmo percentual não consegue voltar a andar.

Tratamento Fisioterapêutico

* Os aspectos importantes da conduta fisioterapêutica são: prevenção de contraturas, controle da dor e cuidados respiratórios.

* A fisioterapia é, em geral, direcionada para o alongamento e para o alcance dos movimentos durante a fase aguda da doença.

* Na fase de reabilitação, a fisioterapia é direcionada para o fortalecimento e funcionalidade dos movimentos.

* Quando recomeçam a aparecer os movimentos voluntários, os exercícios devem ser leves, para prevenir as lesões por sobrecarga dos músculos parcialmente desnervados.

* Em alguns casos, o paciente pode ser ventilado e o papel do fisioterapeuta é ajudar a prevenir a atelectasia quando a respiração está comprometida. É essencial monitorar os pacientes vulneráveis.

* Facilitação neuromuscular propioceptiva.

* Movimentos grandes, na média da amplitude têm propriedades de mitigação da dor.




Continue Lendo...

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Doença de Parkinson

 O QUE È ?

A doença de Parkinson é caracterizada por uma desordem progressiva do movimento devido à disfunção dos neurônios secretores de dopamina nos núcleos da base, que controlam e ajustam a transmissão dos comandos conscientes vindos do córtex cerebral para os músculos do corpo humano. Não somente os neurônios dopaminérgicos estão envolvidos, mas outras estruturas produtoras de serotonina, noradrenalina e acetilcolina estão envolvidos na gênese da doença.
A doença de Parkinson é idiopática, ou seja é uma doença primária de causa obscura. Há degeneração e morte celular dos neurônios produtores de dopamina. É uma doença crônica, persiste ao longo do tempo, e progressiva ou seja, os sintomas vão piorando ao longo do tempo. 

CAUSAS

A doença de Parkinson ocorre quando certas células nervosas ou neurônios numa área do cérebro designada de substância negra morrem ou deixam de funcionar. Normalmente estes neurônios produzem uma substância muito importante designada de dopamina. Dopamina é um mensageiro químico responsável pela transmissão de sinais que garantem a atividade dos músculos. A perda de dopamina faz com que os indivíduos sejam incapazes de controlar os seus próprios movimentos de forma normal.
A causa da doença de Parkinson continua desconhecida, no entanto algumas hipóteses têm sido apresentadas:

• Predisposição genética, 15-20% de indivíduos com a doença de Parkinson têm parentes com sintomas semelhantes. Recentemente foram encontradas algumas formas familiares atribuídas a diferentes mutações genéticas.
• Tóxicos ambientais, herbicidas, inseticidas, fungicidas podem destruir os neurônios dopaminérgicos. O MPTP (1-metil-4-fenil-1,2,3,6-tetrahidropiridina) foi identificado como agente causador de doença de Parkinson e visto que esta molécula é bastante semelhante à molécula de paraquat que entra na composição de alguns herbicidas e pesticidas surge a hipótese tóxica ambiental.
• Lesão oxidativa que pode contribuir para a morte das células nervosas
• Por razões desconhecidas o processo normal de diminuição da produção de dopamina relacionado com a idade acelera em alguns indivíduos.
• Vários investigadores acreditam que a combinação destes quatro mecanismos: tóxicos ambientais, lesão oxidativa, predisposição genética e processo de aceleração da idade podem causar a doença. 

PRINCIPAIS SINTOMAS

Tremor  designa-se por tremor de repouso pois está presente quando o indivíduo não está a realizar qualquer movimento. O doente apresenta um tremor que geralmente começa nos membros superiores e mais raramente nos inferiores. No início da doença o tremor é inconstante e torna-se mais evidente nas situações de stress físico e emocional.
Bradicinésia – diminuição da velocidade e da amplitude do movimento. Atividades que normalmente se fazem rapidamente e facilmente como tomar banho ou pentear o cabelo demoram muitas horas a serem realizadas por estes indivíduos.
Rigidez - é o aumento do tono muscular que é sentido pelo observador como uma resistência aumentada durante os movimentos passivos. O grande princípio do movimento do corpo é a complementaridade entre um músculo que contrai enquanto o músculo oposto relaxa. Na doença de Parkinson ocorre rigidez quando em resposta aos sinais do cérebro ocorre um distúrbio que impede que esta relação de complementaridade ocorra. Nesta doença os músculos encontram-se sempre tensos e contraídos fazendo a pessoa sentir-se fraca.
Instabilidade postural – Revela-se pela dificuldade de equilíbrio e pela ocorrência de quedas frequentes. É um sinal de agravamento na evolução da doença. Pode surgir:
- Amimia (falta de expressão facial)
- Sudorese (muitos suores) e sialorréia ( muita saliva) e obstipação ( intestino preso) e disfunção do foro urinário, estes sintomas acompanham a doença geralmente numa fase muita avançada da sua evolução
- Depressão
- Defeito cognitivo
- Alteração do sono (70 a 98% dos doentes) como dificuldade em adormecer, acordar com frequência, sonolência diurna, alucinações, confusão mental durante a noite, desconforto e dor nos membros inferiores. 

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico na fase inicial, muitas vezes não é fácil, sendo que, como de costume, o mesmo deverá ser realizado por um médico, preferencialmente neurologista, que dirá se a causa é idiopática (causa desconhecida), ou se é devido a outras causas. Os sintomas acima referidos podem ser devidos a medicamentos variados (fenotiazinas, haloperidol, reserpina, lítio, cinarizinas, flunarizina), porém, nesse caso, não costumam ser tão intensos.
Intoxicação por monóxido de carbono ou manganês, infartos cerebrais dos núcleos da base, hidrocefalia, traumatismos cranioencefálicos, encefalites, podem ser a causa desta doença, que tem tratamento e controle, porém não cura. 

TRATAMENTO

O diagnóstico à medida que o tempo passa se torna mais nítido, evidente e fácil. Assim não é o tratamento, que costuma inicialmente dar resultados excelentes se os enfoques e cuidados terapêuticos necessários forem tomados.
Cada indivíduo responde diferentemente ao tratamento e o que favorece um paciente pode desfavorecer outro. É necessário corrigir a diminuição progressiva da dopamina com calma.
O tratamento consiste no uso de medicamentos, fisioterapia, psicoterapia e, em alguns casos selecionados, cirurgia. É importante tomar cuidado com certos tipos de medicamentos que desencadeiam ou pioram a síndrome Parkinsoniana.


Tratamento Medicamentoso 

Geralmente são usados medicamentos da classe dos anticolinérgicos, como o triexifenedil e biperideno, que são eficientes e bem tolerados. A selegilina tem sido considerada uma das principais drogas do cérebro desde 1990. Também são utilizadas a levodopa, a carbidopa e a benzerazida.
Bromocriptina, lissurida e pergolida são novos medicamentos que quando indicados devem ser dados progressiva e lentamente, até atingir as doses suficientes.
Como a doença é progressiva, novas manifestações de difícil controle aparecerão, como o "liga - desliga" nas atividades do paciente ("on e off") as quais estão atualmente sendo controladas acrescentando-se ao tratamento tolcapom e pramipexole.
Tratamento Psicoterápico 

Pacientes com Parkinson podem ter problemas mentais, como depressão, graus diversos de demência, próprios da doença e piorando pelos medicamentos anteriormente indicados (levodopa, anticolinérgicos, selegilina, amantadina). Consegue-se controlar este sério problema principalmente com a Clozapina, que trata os quadros psicóticos, não piorando a sintomatologia parkinsoniana, pelo contrário, podendo melhorar também o tremor. Essa droga precisa de uma supervisão médica severa.
Os antidepressivos fazem parte do arsenal terapêutico com os seus devidos controles.
O psicoterapeuta e a família dando ocupações, carinho e estímulos são elementos importantíssimos na boa evolução do paciente.
Tratamento Cirúrgico 

Há décadas vem sendo utilizado o tratamento cirúrgico para o controle da sintomatologia parkinsoniana, ora atuando sobre os tremores, ora sobre a rigidez, com técnicas e resultados variáveis e discutíveis.
Com os novos aperfeiçoamentos tecnológicos, o tratamento cirúrgico em casos sumamente selecionados poderá ser indicado. 

EXISTE ALGUMA TIPO DIETA OU EXERCÍCIO QUE PODE ALIVIAR OS SINTOMAS DA DOENÇA DE PARKINSON?

Dieta:
Fazer uma alimentação equilibrada rica em frutas e vegetais é sempre benéfico, independentemente de se ter doença de Parkinson ou não. Não há nenhum alimento que possa curar ou prevenir a doença de Parkinson. Porém, é importante ter em conta que uma alimentação rica em proteínas pode diminuir a eficácia da levodopa.
Exercício:
Visto que a doença de Parkinson é uma doença que afeta o movimento, o exercício pode ajudar os doentes a melhorarem a sua mobilidade. Alguns médicos prescrevem Fisioterapia. O exercício não para a progressão da doença mas pode aumentar a força do corpo, melhorar o equilíbrio, ajudar as pessoas a resolver alguns problemas que antes eram tão simples, fortalecer alguns músculos que permitam à pessoa falar e engolir melhor, bem como apoiar emocionalmente estes indivíduos pelos pequenos progressos que possam ser alcançados. Os exercícios mais benéficos são: andar, fazer jardinagem, nadar e praticar cardio-fitness.
Continue Lendo...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Dicas de relacionamento com as pessoas com deficiência

Respeito à Diversidade

Devemos respeitar as pessoas exatamente como elas sao. O respeito a diversidade humana é o primeiro passo para construirmos uma sociedade inclusiva!
Informação é fundamental para vencer as barreiras do preconceito e da discriminação, promovendo o respeito à diversidade humana.
Muitas vezes, a principal barreira é a atitude em relação às pessoas com deficiência.
Uma pessoa com deficiência não é uma pessoa doente! A deficiência somente impõe, em casos específicos, a necessidade de adaptações.

Primeiras dicas

Sempre que quiser ajudar, pergunte qual é a melhor maneira de proceder.
Não se ofenda se a oferta for recusada, pois nem sempre ela é necessária.
Bom senso e naturalidade são essenciais no relacionamento com as pessoas com deficiência. Trate-as conforme a sua idade. Se for uma criança, trate-a como uma criança, se for um adulto, trate-a como um adulto.

Tipos de Deficiência

Deficiência Física
Engloba vários tipos dde limitações motoras, como paraplegia, tetraplegia, paralisia cerebral e amputação.

Deficiência Intelectual
Limitações significativas no funcionamento intelectual e no comportamento adaptativo, que aparecem nas habilidades conceituais, sociais e práticas, antes dos 18 anos

Deficiência Auditiva
Redução ou ausência da capacidade de ouvir determinados sons em diferentes graus de intensidade.

Deficiência Visual
Redução ou ausência total da visão, podendo ser dividida em baixa visão ou cegueira.

Surdocegueira
Deficiência única, que apresenta a perda da visão e da audição concomitantemente em diferentes graus.

Deficiência Múltipla
Associação de duas ou mais deficiências. Exemplo:deficiência intelectual associada a deficiência física.

Deficiência Física
Não se apóie na cadeira de rodas. Isso pode causar incômodo à pessoa com deficiência.

Use palavras como "correr" e "andar" naturalmente. As pessoas com deficiência física também utilizam estes termos.

Nunca movimente a cadeira de rodas sem antes pedir permissão e perguntar como deve proceder.

Para conversar com uma pessoa em cadeira de rodas, caso a conversa seja  prolongada, sente-se para ficar no mesmo nível de seu olhar.

Se estiver acompanhando uma pessoa que anda devagar, procure acompanhar o seu ritmo.

A pessoa com paralisia cerebral pode apresentar alguma dificuldade na comunicação; no entanto, na maioria das vezes o seu raciocínio está intacto. Caso não compreenda o que diz, peça que repita ou escreva, respeitando o ritmo de sua fala.

Deficiência Visual
Utilize naturalmente termos como "cego", "ver" e "olhar". Os cegos também os utilizam.


Ao conversar com uma pessoa cega, não é necessário falar mais alto, a menos que ela o solicite.

Ao conduzir uma pessoa cega, ofereça seu braço (cotovelo) para que ela segure. Não agarre-a, nem puxe pelo braço ou pela bengala.

Ao explicar a direção para um cego, indique distância e pontos de referência com clareza: "tantos metros à direita, à esquerda". Evite termos como: "por aqui" e "por ali".

Informe sobre os obstáculos existentes, como degraus, desníveis e outros.

Quando houver necessidade de passar por lugares estreitos, como portas e corredores, posicione seu braço para trás, de modo que a pessoa cega possa segui-lo.

Sempre que se ausentar do local, informe a pessoa, caso contrário ela ficará falando sozinha.

O cão-guia nunca deve ser distraído de seu dever. Evite brincar com o cão, pois a segurança de uma pessoa pode depender do alerta e da concentração do cão. 

Deficiência Auditiva
Procure falar pausadamente, mantendo contato visual, pois se desviar o olhar, ele poderá entender que a conversa acabou.


Não grite, fale com tom de voz normal, a não ser que lhe peçam para falar mais alto.
Se tiver dificuldade para entendê-lo, não tenha receio de pedir que repita.

Pessoas surdas se comunicam de maneira essencialmente visual e pela Língua de Sinais. Para iniciar uma conversa com uma pessoa surda, acene ou toque levemente em seu ombro ou braço.

Quando o surdo estiver acompanhado de intérprete, fale diretamente com a pessoa surda, não com o intérprete.

Se necessário, comunique-se por meio da escreita. Ou faça mímicas e gestos que possam identificar o que você quer dizer.

Fale articuladamente, movimentando bem os lábios, evitando colocar objetos ou a própria mão na boca, para não atrapalhar a leitura labial.

Não é correto utilizar o termo surdomudo. A pessoa surda "fala" em sua língua própria, a língua de sinais. Entretanto, a terapia fonoaudiológica pode colaborar para o desenvolvimento de fala oral.

Deficiência Intelectual
A pessoa com deficiência (deficit) intelectual deve ser tratada com respeito e dignidade, assim como qualquer cidadão gostaria de ser tratado.
Não tenha receio de orientá-los, quando perceber situação duvidosa ou inadequada. A pessoa com deficiência intelectual necessita de uma orientação clara.

Não reforce ou incentive atitudes e falas infantis, elogios desnecessários no diminutivo, como se conversasse com uma criança (lindinho, fofinho etc). Se for criança, trate-a como criança. Se for adolescente e, se adulto, trate-o como tal.

Não subestime sua inteligência. Elas têm um tempo diferenciado de aprendizado e podem adquirir muitas habilidades e conhecimentos. Ofereça informações em linguagem objetiva, com sentenças curtas e simples.

A pessoa com deficiência intelectual compreende normalmente a sua realidade. Valorize suas potencialidades e não supervalorize suas dificuldades.

 Deficiência Múltipla e Surdocegueira

Deficiência Múltipla
Para lidar com uma pessoa que tenha deficiência múltipla, observe-a ou pergunte a quem a acompanha.

O relacionamento se estabelece de acordo com a orientações já elencadas nos itens anteriores.

Surdocegueira
Pergunte como deve se comunicar com o surdocego ao seu guia-intérprete ou acompanhante.
Ao chegar perto de uma pessoa surdocega, toque-o levemente nas mãos, para sinalizar que está a seu lado.

Alguns surdocegos comunicam-se colocando a mão em seu maxilar, para sentir a vibração do som que você está emitindo.



 


Continue Lendo...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Equoterapia

De todos os animais, o cavalo é quem tem o número e distância do passo e deslocamento de anca mais parecido ao do homem. Este passo provoca dissociações dos quadris e ombros, rotação e movimentos em quem está montado.
A equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo na reabilitação de pacientes com necessidades especiais. O método se baseia na movimentação rítmica e precisa do animal, permitindo o deslocamento tridimensional.
A prática sobre o cavalo oferece benefícios diretos,como melhora na coordenação motora, melhora na consciência corporal, estruturação espacial e orientação temporal, equilíbrio, flexibilidade muscular, respiração e circulação, melhora a comunicação, memória, atenção, concentração, criatividade e improvisação.
As sessões devem ter cerca de 30 minutos, nelas o paciente montado recebe de 1.800 a 2.200 ajustes tônicos.





Continue Lendo...

Exercícios Fisioterapêuticos Para Portadores De Esclerose Múltipla

EQUILIBRIO

  • Os exercícios de equilíbrio são realizados para melhorar a funcionalidade.
  • Realizar de 8 a 10 repetições cada exercício,mantendo sempre o abdômen contraído.
  • Manter sempre a cabeça alinhada ao tronco, as pernas na largura do quadril e os braços na largura dos ombros quando apoiados no chão.
  • Durante a realização dos exercícios não prender a respiração ("parar de respirar")

          1. Deitado de barriga para cima,com os joelhos dobrados,apoie os pés no chão mantendo-os na largura dos quadris. Levante o quadril e em seguida levante uma das pernas, mantenha por 10 segundos. Em seguida faça com a outra perna. 
  
           2. Na posição de gatinho, eleve um dos braços e mantenha por 10 segundos. Em seguida faça com o outro braço.


           3.  Na posição de gatinho, eleve uma das pernas e mantenha por 10 segundos. Em seguida faça com a outra perna.


       4. Na posição de gatinho, eleve um dos braços e a perna oposta, mantenha por 10 segundos. Em seguida faça com o outro braço e com a outra perna.

5. Ajoelhado, desloque-se para a direita, para a esquerda, para frente e para trás.

6. Ajoelhado com os braços abertos, tire o apoio de um joelho e depois do outro.


     7. Semi-ajoelhado com os braços abertos , coloque uma das pernas á frente e mantenha por 10 segundos. Em seguida faça o mesmo com a outra perna.



     8. Ajoelhado, segure um bastão com as duas mãos e com os braços a 90°, leve o bastão à direita e depois à esquerda.

        9. Semi-ajoelhado, segure um bastão com as duas mãos e com os braços a 90°, leve o bastão à direita e à esquerda.


        10. Semi-ajoelhado, segure um bastão com as duas mãos próximas. Leve o tronco em direção ao bastão permanecendo nesta posição por 5 segundos.


       11. Aprenda a levantar-se e sentar-se com certo ritmo. Primeiro, dobre os joelhos e puxe os pés para baixo da cadeira; segundo, dobre o tronco adiante; terceiro, levante-se endireitando os quadris e joelhos e então o tronco. Inverta o processo para sentar-se.








 

Continue Lendo...