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sábado, 16 de julho de 2011

Torcicolo Muscular Congênito

INTRODUÇÃO
 O torcicolo muscular congênito é definido como uma fibrose no interior do músculo esternocleidomastóideo que posteriormente acarreta encurtamento e contratura muscular.

 CONCEITO
 O termo torcicolo deriva das palavras latinas tortus (torto) e collum (pescoço), e é uma deformidade no nível do pescoço ocasionada por um encurtamento do músculo esternocleidomastóideo, que na maioria dos casos provoca uma inclinação da cabeça na direção do lado afetado e rotação da mandíbula em direção ao lado oposto.

 ETIOLOGIA
 A causa da deformidade é uma fibrose no interior do músculo esternocleidomastóideo que posteriormente acarreta encurtamento e contratura muscular.

Várias etiologias foram sugeridas, e dentre elas destacam-se a pré-natal, a traumática, a infecciosa, a neurogênica, a isquêmica, a hereditária e, mais recentemente, a de uma distrofia muscular congênita com manifestações pré ou pós-natal. A maioria da teorias foi formulada antes de 1896, com exceção da hereditária (Joachmisthal, 1905), da isquêmia secundária à obstrução venosa (Middleton, 1930) da forma localizada de distrofia muscular congênita (Braga Jr. at all, 1988). Ressalta-se, entretanto, o pequeno número de trabalhos experimentais realizados em busca de melhor compreensão da patogenia do torcicolo.

 PATOGENIA
 Ao exame macroscópico, o "tumor" esternocleidomastóideo é branco e brilhoso, dando a aparência de um fibroma de partes moles. Os estudos microscópicos mostram que ele consiste de tecido fibroso denso, sem evidências de hemorragias ou hemossiderina. Em crianças mais velhas, após o desaparecimento "tumor", tecido excisado do músculo esternocleidomastóideo mostra que ele foi substituído por tecido fibroso, com perda das estriações transversas, vacuolização e rotura da bainhas endomisiais.

Estudos de microscopia eletrônica realizados por Mickelson at all, (1975) mostraram alterações não-específicas sugestivas de degeneração por imobilização, provavelmente secundárias à extensa fibrose no interior do músculo. Nenhuma alteração vascular foi evidenciada.

Estudos mais recentes utilizando técnicas modernas de biópsia muscular com coloração histoquímicas (Sarnat e Morrisy, 1981; Braga Jr. at all, 1988) evidenciaram alterações do tipo miopático caracterizadas principalmente por presença de importante atrofia muscular, tendência a arredondamento das fibras musculares e importante proliferação conjuntiva do tipo endomisial. Na coloração com ATP observou-se, principalmente, uma predominância de fibras do tipo I.
  QUADRO CLÍNICO
 O quadro clínico do torcicolo é diferente de acordo com a idade do paciente e se o acometimento é unilateral ou bilateral. Por este motivo dividiremos o quadro clinico em recém-nascidos e crianças maiores de um ano de idade.

 Recém-Nascidos
 O torcicolo nem sempre esta presente, e o exame clinico evidencia apenas uma leve inclinação lateral da cabeça e, mais freqüentemente, rotação pura da cabeça e face na direção oposta ao músculo comprometido. Duas ou três semanas após o nascimento pode desenvolver-se uma massa fusiforme de consistência endurecida e indolor, localizada no interior do músculo esternocleidomastóideo, que na maioria dos casos regride espontaneamente, no espaço de dois a três meses.

Em alguns pacientes, o tumor pode persistir por mais de seis meses e produzir torcicolos até a idade de nove a quinze meses.

Em alguns casos, a deformidade pode ser leve e passar despercebida, até a criança ser capaz de sentar-se ou levantar-se. Porem, em outros pacientes, a deformidade pode ser intensa, com assimetria e achatamento da face no mesmo lado do músculo comprometido e evidente logo após o nascimento.

Em virtude da associação do torcicolo com displasia acetabular e luxação congênita do quadril, cuja a incidência na literatura tem oscilado entre 7% e 40%, torna-se imprescindível a realização de um exame minucioso dos quadris em todas as crianças portadoras de torcicolo muscular congênita. Uma outra associação relativamente freqüente do torcicolo é com o metatarso varo.
 Crianças Maiores de Um Ano
 Nestes pacientes, a cabeça encontra-se inclinada em direção ao lado comprometido, com a mandíbula e a face rodadas em direção contrárias. A persistência da deformidade provoca achatamento e assimetria da face, com desnivelamento dos olhos e orelhas, que situam-se em um nível inferior ao lado normal. O ombro do lado afetado torna-se elevado, e freqüentemente existe uma escoliose cervicodorsal. A rotação e a inclinação lateral do pescoço estão diminuídas, enquanto que a flexão e a extensão usualmente são normais. No caso raro de torcicolo bilateral o pescoço encontra-se em extensão com a mandíbula elevada na linha média .
Pode ocorrer desconforto ocular em virtude do desequilíbrio dos músculos extra-oculares, ocasionado pela permanente inclinação lateral do pescoço. Existem ainda casos de torcicolo ocular (McGinniti e Johnston, 1987 e Rubim e Wagner, 1986). Torna-se importante, portanto, a avaliação oftalmológica dos pacientes portadores de torcicolo.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
Em qualquer recém-nascido com torcicolo, sobretudo se este se acompanhar de um nódulo do músculo esternocleidomastóideo, cabe ao fisioterapeuta ou o pediatra afastar as seguintes hipóteses diagnósticas:

- Linfadenite séptica profunda, dolorosa, fazendo com que o lactente desvie a cabeça para o lado;

- Anomalias de natureza ortopédica, tais como a subluxação da articulação atlantoaxial, a síndrome de Klippel-Feil e a hemivértebra congênita, manifestando-se por flexão da cabeça para o lado.

- Os defeitos da visão, como, por exemplo, a diplopia devido ao estrabismo, resultando em torcicolo de origem ocular.

- Na plagiocefalia, a configuração do crânio da lactente é responsável pela postura assimétrica, sem que exista contratura do músculo esternocleidomastóideo.

- Convém suspeitar de lesão cerebral ou de alguma anomalia do desenvolvimento no lactente jovem que apresenta rotação persistente de pescoço e cabeça para o lado, quer em conseqüência do reflexo tônico cervical assimétrico, quer em virtude da hipotonia ou distonia muscular.

ACHADOS DE IMAGEM

 Radiografias
 No verdadeiro torcicolo muscular congênito, a coluna cervical é normal, podendo acorrer casos de subluxação cervical C1 - C2 (Slate at all, 1993). Devem ser realizadas radiografias com objetivo de excluir defeitos estruturais da coluna cervical, que podem resultar em torcicolos na infância.

 Tomografia Computadorizada
 No torcicolo muscular congênito, a tomografia computadorizada demonstra um alargamento do músculo esternocleidomastóideo, situado usualmente em metade inferior, sem calcificação no interior do músculo ou da massa tumoral ( Sty at all, 1987). Outros achados são o achatamento craniofacial ipsilateral, o achatamento contralateral da porção posterior do crânio, além de uma subluxação rotatória de C1 - C2, presente em cerca de 50% dos casos ( Slate at all, 1993). É recomendado em todos os pacientes, principalmente em crianças abaixo de um ano de idade , por possuir a vantagem sobre os raios X de distinguir os diferentes tecidos moles e estruturas ósseas do pescoço. Além disso, é importante na avaliação de casos clinicamente equívocos, na identificação de massas cervicais da criança que se originam de estruturas extramusculares e na detecção de neoplasias primárias do pescoço que podem ocorrer na infância.

Ressonância Nuclear Magnética
 Estudos com a ressonância nuclear magnética ( Davids at all, 1993), evidenciaram achados característicos em ambas as imagens obtidas em T1 e T2. Em crianças com menos de três meses de idade, o músculo esternocleidomastóideo estava alargado e possuía um aumento heterogêneo do sinal. Tanto no plano coronal como no transverso, o diâmetro máximo do músculo envolvido era duas a quatro vezes maior que o normal, em pacientes mais velhos, a ressonância produziu sinais consistentes com atrofia e fibrose de todo o músculo comprometido, sem sinais de inflamação ou edema.

ACHADOS LABORATORIAIS E EXAMES COMPLEMENTARES
 Os achados laboratoriais no torcicolo muscular congênito freqüentemente são normais. Uma biopsia do músculo deltóide, com técnicas histoquímicas de coloração, esta indicada em pacientes que não respondem ao tratamento conservador ou que desenvolvem torcicolo tardiamente, porque nestes casos o torcicolo pode ser apenas a manifestação local de uma doença sistêmica. A biópsia de ser realizada antes da cirurgia corretiva, visto que se pode restabelecer de forma mais segura quais pacientes terão melhor prognóstico. Assim, pacientes cuja biopsia apresente alterações do tipo miopático ou neurogênico possuem pior prognostico do que aqueles em que a biopsia é normal.

  TRATAMENTO

 Avaliação
 O fisioterapeuta observa o aspecto geral da criança, especialmente a posição de sua cabeça em relação ao tronco e aos membros. O nódulo do esternocleidomastóideo, se presente será palpado, anotando-se o seu tamanho. Para examinar a amplitude de movimentos do pescoço, o fisioterapeuta movimenta passivamente a cabeça do lactente em todos os sentidos; atraindo a atenção do bebe, ele será capaz de avaliar o grau de correção ativa que é possível conseguir. O fisioterapeuta precisa esta atento a qualquer sinal de dor aos movimentos ou à palpação do nódulo. Para avaliar o grau de assimetria facial e craniana, a cabeça do bebê deve ser colocada em posição neutra, com o rosto voltado para cima.

O desenvolvimento geral deve ser examinado rapidamente, anotando-se especialmente qualquer assimetria permanente dos membros ou do tronco, quaisquer reflexos anormais ou assimétricos, como, por exemplo, a assimetria do reflexo tônico do pescoço ou a assimetria dos reflexos de Moro, de Galant ou de preensão. Havendo duvidas quanto ao eventual caráter evolutivo da afecção, o médico da criança deverá ser notificado, afim de submete-la a um exame mais minucioso.

Tratamento Conservador
 Em cerca de 80% dos casos, a fibrose não é suficiente para requerer cirurgia corretiva. Em crianças com menos de um ano de idade, o tratamento do torcicolo muscular congênito consiste em exercícios de estiramento muscular ( Emery, 1994). Os exercícios podem ser divididos em duas etapas e devem ser realizados por duas pessoas. Uma das pessoas fixa ambos os ombros e a outra segura a cabeça com uma mão na base do crânio e a outra em torno da mandíbula da criança. A cabeça da criança é então tracionada suavemente. A primeira etapa consiste em tracionar a cabeça da criança com o intuito de afastá-la dos ombros e em seguida realizar uma rotação da cabeça em direção ao lado oposto, de tal forma que a mandíbula aproxime-se do ombro oposto ao músculo lesado. Esta posição deverá ser mantida por 10 segundos. A Segunda etapa consiste em tracionar a cabeça, incliná-la ligeiramente para frente e rodá-la ligeiramente para o lado oposto à lesão. Em seguida, o pescoço da criança é inclinado lateralmente até que a orelha esteja em contato com o ombro. O estiramento é mantido durante 10 segundos. Estes exercícios devem ser repetidos no mínimo cinco vezes, em duas ou mais sessões diárias.

Também deve ser dada orientação para o preparo do quarto do recém-nascido. O berço deve ser colocado junto à parede e a criança colocada de tal forma que para olhar os estímulos tenha que movimentar a cabeça para o lado da lesão, isto é, o lado não lesado deverá estar voltado para a parede, quer esteja em decúbito ventral quer esteja em decúbito dorsal. Dessa forma, pode-se conseguir estiramento do esternocleidomastóideo sem necessidade de cirurgia.

 Tratamento Cirúrgico                                                                                                                        Diversas cirurgias foram preconizadas, desde a mais radical, como a extirpação completa do músculo, até a mais simples, como a secção do músculo em sua porção média. Outras cirurgias recomendadas são o alongamento em "Z" da porção esternal do esternocleidomastóideo, recomendado principalmente em mulheres por não comprometer o aspecto em "V" do pescoço; a liberação esternocleidomastóideo em sua porção proximal ou distal, ou em ambas simultaneamentes. Utilizamos a liberação muscular proximal e distal por acreditarmos que ela dificulta a recidiva do torcicolo, uma vez que o esternocleidomastóideo é liberado tanto de sua origem como de sua inserção. A tendência atual é não utilizar gessos ou aparelhos de imobilização externa no pós-operatório e sim fisioterapia intensiva o mais precocemente possível. O reflexo de correto posicionamento do pescoço deve ser educado através da utilização de um espelho, por um período não inferior a três meses. Em virtude de os pacientes portadores de torcicolo muscular congênito adquirirem o hábito de olhar em plano inclinado, ocasionado pela inclinação lateral do pescoço, considerando esse treinamento de reeducação dos reflexos do correto posicionamento do pescoço como um dos principais fatores para a prevenção de recidivas.

 Tratamento Domiciliar
 É importante que o fisioterapeuta converse com os pais do lactente por ocasião da primeira consulta, não apenas explicando a finalidade do tratamento, mas também lhes dando algumas dicas de ordem prática sobre como tornar o tratamento em casa o mais agradável possível. Infelizmente, num serviço sobrecarregado de trabalho, o torcicolo é às vezes encarado como queixa de pouca importância; a ansiedade dos familiares pode passar despercebida. Alguns pais sentem-se nervosos quando lidam com o lactente pequeno; ao deixarem o consultório do fisioterapeuta, estão as vezes muito ansiosos no que se refere ao treinamento do músculo esternocleidomastóideo que eles serão obrigados a realizar em domicílio.

Os pais devem ser encorajados a aplicar os exercícios pelo menos três vezes ao dia, ao mesmo tempo brincando e falando com o bebê.

O problema de encaixar o tratamento na rotina diária da casa ficará a critério dos pais. No lactente alimentado com mamadeira, esta pode ser dada de maneira a estimular a rotação ativa da cabeça, mas é preferível não realizar os exercícios de movimentação passiva próximo ao horário das refeições, coso os exercícios lhe provoquem dor ou ansiedade; o bebê logo aprende a associar a alimentação com o desconforto causado pela movimentação passiva.

   Imobilização com Capacete e Colete
 Este método de imobilização já caiu em desuso na maioria dos serviços, à exceção de alguns poucos casos de acentuada assimetria craniana, quando é interessante melhorar a moldagem do crânio. O valor da imobilização é duvidoso na maioria dos casos de torcicolo. Acredita-se que a imobilização seja capaz de manter a cabeça do lactente na posição corrigida, o que ela consegue fazer até certo ponto, mas é discutível que a correção assim obtida compense o sofrimento causado aos pais; estes se ressentem dessa demonstração aberta da anomalia.

  PROGNÓSTICO
 O prognóstico do torcicolo muscular congênito pode ser considerado bom, visto que cerca de 80% dos pacientes abaixo de um ano de idade respondem ao tratamento conservador (Morrison e MacEwen, 1982; Emery, 1994). Alguns autores chegam inclusive a questionar a eficácia dos exercícios de estiramento muscular e acreditam que mesmo sem nenhum tratamento a maioria das crianças evolui para correção praticamente completa da deformidade. Portanto, frente a recém-nascidos com torcicolo muscular congênito, devemos tranqüilizar os familiares e informar que em cerca de 80% dos casos o tratamento conservador será suficiente para corrigir a deformidade. Nos 20% restantes que não respondem ao tratamento conservador, em geral os resultados obtidos através da cirurgia corretiva são bons.

Temos adotado como regra para todos os pacientes portadores de torcicolo muscular congênito que não respondem ao tratamento conservador ou que o desenvolvem na infância tardia, a realização de uma biópsia do músculo deltóide com técnicas histoquímicas de coloração, antes da cirurgia corretiva. A utilização de técnicas histoquímicas tem possibilitado a individualização de patologias até então desconhecidas pelos métodos tradicionais de fixação em formol e inclusão em parafina dos fragmentos musculares. A histoquímica e, mais recentemente, a imuno-histoquímica inauguraram uma nova era da patologia muscular. Em pacientes com biopsia de deltóide normal devemos esperar um bom prognóstico, ocorrendo o contrário nos casos com padrão do tipo miopático ou neurogênico. Por outro lado, a biopsia possui ainda a vantagem de estabelecer o tipo de anestésico a ser utilizado, visto que pacientes portadores de algumas formas de miopatias não podem receber anestésicos do tipo volátil sob pena de desenvolverem hipertermia maligna fatal.

Lembramos mais uma vez a importância de um exame cuidadoso dos quadris em todas as crianças portadoras de torcicolo, porque a displasia acetabular e a luxação congênita do quadril não possuem os mesmos índices de bom prognóstico do torcicolo muscular congênito e, quando não diagnosticadas e tratadas precocemente, podem acarretar danos irreparáveis.
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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Estudo descobre forma de "reparo"da esclerose múltipla

Um estudo publicado na Revista Nature Neuroscience, que foi realizada em ratos na Universidade de Cambridge e Edimburgo, na Escócia, identificou uma forma de estimular o sistema nervoso a regenerar-se nos casos de Esclerose Múltlipa.
A pesquisa identificou uma forma de ajudar as células-tronco no cérebro a reparar a camada de mielina, necessária para proteger as fibras nervosas.
Em cerca de 85% dos casos, os pacientes têm uma forma de esclerose múltipla chamada de recaída/remissão, na qual as "crises”, que incapacitam a pessoa, são seguidas de uma recuperação de um nível da função física perdida. Nesta forma da doença, parece haver um reparo natural da mielina.
Mas cerca de 10% das pessoas são diagnosticadas com a forma progressiva da esclerose múltipla, na qual o declínio avança sem qualquer período de recuperação.
Além dessas pessoas, os pacientes da forma recaída/remissão da doença, também podem desenvolver a chamada esclerose múltipla progressiva secundária, que afeta o paciente da mesma forma que a progressiva. Os cientistas têm tentado desenvolver tratamento justamente para esses dois grupos.
No caso da Esclerose Múltipla a perda da camada de mielina, que funciona como uma camada de isolamento leva o dano às fibras nervosas do cérebro. Estas fibras são importantes por enviarem mensagens para outras partes do corpo.
A pesquisa identificou uma forma de estimular as células-tronco do cérebro para que elas regenerem estas fibras. E também mostraram como este mecanismo pode ser explorado para fazer com que as células-tronco do cérebro melhorem sua capacidade de regeneração da mielina.
Com isso, os cientistas esperam poder ajudar a identificar os novos medicamentos que estimulam o reparo da mielina nos pacientes que sofrem com a doença. "Esta descoberta é muito animadora, pois pode abrir o caminho para elaborar medicamentos que vão ajudar a reparar o dano causado a camadas importantes que protegem as células nervosas no cérebro", afirmou o professor Charles ffrench-Constant, da Sociedade para pesquisa em Esclerose múltipla da Universidade de Edimburgo.

* Para quem não sabe o que é Esclerose Mútipla, ou tem alguma duvida clique aqui.

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sábado, 9 de julho de 2011

Tipos de Paralisia Cerebral


São definidas de acordo com as classificações que definem os tipos de Paralisia Cerebral.

Para essa classificação leva-se em conta o tipo de envolvimento neuro-muscular, os membros atingidos por este comprometimento e o grau de comprometimento motor.

De acordo com estes tipos de envolvimento neuro-muscular os autores citam categorias como:

-espasticidade
-atetose ou coreoatetose
-atáxia


Característica de criança espástica:
-Apresenta um tônus que é predominantemente alto
-movimentação é restrita em amplitude e é feita com grande esforço.

Característica criança atetóide:
-Apresenta sempre um tônus muscular instável eflutuante
-Aparecem movimentos involuntários e incoordenados que dificulta a atividade voluntária
-São características as trocas bruscas de tônus muscular, passando de um tônus diminuído ou normal á hipertonia ou vice-versa.

Característica criança atáxica:
-transtornos de equilíbrio
-hipotonia muscular
-incoordenação motora em atividades musculares voluntárias.

De acordo com os membros atingidos pelo comprometimento neuro-muscular podemos ter:

Grupo das displegias: Onde as crianças apresentam um comprometimento maior das extremidades inferiores.

Grupo das quadriplegias: Apresentam um comprometimento do corpo todo.

Grupo das hemiplegias: Apresentam um (lado) do corpo comprometido.

Já de acordo com o grau de incapacidade podemos ter:
-leve
-moderado
-severo
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Paralisia Cerebral

As palavras paralisias e cerebrais são usadas para descrever uma condição de ser, um estado de saúde, uma deficiência física adquirida, um Distúrbio de Eficiência Física que durante muito tempo teve o significado de "invalidez".
Atualmente, o termo Paralisias Cerebrais (P.C.) vem sendo usado como o significado do resultado de um dano cerebral , que leva à inabilidade, dificuldade ou o descontrole de músculos e de certos movimentos do corpo. O termo cerebral quer dizer que área atingida é o cérebro (sistema Nervoso Central - S.N.C) e a palavra paralisia refere-se ao resultado do dano ao S.N.C., com conseqüências afetando os músculos e sua coordenação motora, dos portadores desta condição especial de ser e estar no mundo.
Paralisias cerebrais não são doença, mas uma condição médica especial (que freqüentemente ocorre em crianças), antes, durante ou logo após o parto, e quase sempre é o resultado da falta de oxigenação ao cérebro. As crianças afetadas por Paralisias Cerebrais têm uma perturbação do controle de suas posturas e dos movimentos do corpo, como conseqüência de uma lesão cerebral.
Estas lesões possuem diversas causas, freqüentemente devido à falta de oxigenação antes, durante ou logo após o parto, não existindo dois casos semelhantes, pois algumas crianças têm perturbações sutis, quase imperceptíveis, aparentando serem "desajeitadas" ao caminhar, falar ou usar as mãos, enquanto que as submetidas a lesões cerebrais mais graves, a exemplo de casos de anóxia neonatal, podem apresentar incapacidade motora acentuada, impossibilidade de falar, andar e se tornam dependentes para as atividades cotidianas.

SAIBA QUE:
1. A Paralisia Cerebral não é contagiosa.
2. A pessoa com Paralisia Cerebral tem inteligência normal, a não ser que a lesão tenha afetado áreas do cérebro responsáveis pelo pensamento e pela memória.
3. Se a pessoa portadora de Paralisia Cerebral tiver sua visão ou audição prejudicada pela lesão, terá dificuldades para entender as informações como normalmente são transmitidas; Se o controle da fala for atingidos, terá dificuldades para comunicar seus pensamentos ou necessidades. Quando tais fatos não são observados, a pessoa portadora de Paralisia Cerebral pode ser erroneamente classificada como deficiente mental ou não inteligente.
4. Homens e mulheres portadores de Paralisia Cerebral podem ter filhos como qualquer outra pessoa. As características dos óvulos e dos espermatozóides, bem como a estrutura dos órgãos reprodutores, não são afetados pela lesão cerebral.

"A natureza da deficiência motora varia de acordo com a época, localização e grau em que a lesão cerebral tenha ocorrido (Eliasson et. Al., 1996)".

Usualmente dividem-se as lesões cerebrais em três tipos: 


 Pré Parto - Esta classificação esta relacionada com a ameaça de aborto, choque direto no abdômen na mãe, exposição aos raios-X nos primeiros meses de gestação, incompatibilidade de Rh da mãe e do pai, infecções contraídas pela mãe durante a gravidez (rubéola, sífilis, toxoplasmose), mãe portadora de diabetes ou com toxemia de gravidez e hipertensão da gestante.

Parto - Neste período pode-se ocorrer uma falta de oxigenação ao nascimento da criança (o bebê demora a respirar, lesando parte(s) do cérebro). Em uma revisão bibliográfica identifica-se facilmente as lesões causas por partos difíceis, principalmente nos fetos muito grandes de mães pequenas ou muito jovens (a cabeça do bebê pode ser muito comprimida durante a passagem pelo canal vaginal). Um parto muito demorado ou o uso do Fórceps, manobras obstétricas violentas e os bebês que nascem prematuramente (antes dos 9 meses e pesando menos de 2 quilos), possuem um maior risco de apresentar paralisia cerebral.

Pós Parto - O período recém-nato, também apresenta os seus riscos e a literatura cita casos de crianças que ao passarem por um longo período de febre muito alta (39ºC ou superior) logo nos primeiros meses de vida ou que sofreram uma desidratação com perda significativa de líquidos, adquiriram lesões cerebrais, acarretando em incapacidades motoras e sensoriais como seqüelas. Não só nestes casos, mas também, em casos de infecções cerebrais causadas por meningite ou encefalite, ferimento ou traumatismo na cabeça, falta de oxigênio por afogamento (asfixia), envenenamento por gás ou por chumbo (utilizado no esmalte cerâmico, nos pesticidas agrícolas e outros venenos), além do sarampo e o traumatismo crânio-encefálico até os três anos de idade, são fatores de risco para a paralisia cerebral.


PREVENIR É IMPORTANTE

  · Muitos casos de Paralisia Cerebral podem ser evitados através de campanhas educativas, visando os futuros pais e profissionais que lidam com a gestante, a parturiente e o bebê. É importante a presença de um médico pediatra (neo-natologista) na sala de parto.
  · Antes de pensar em ter filhos, o casal deve passar por exames médicos para detectar a possibilidade de problemas hereditários e a incompatibilidade sangüínea.
  · Ao engravidar, a mulher deve ir periodicamente ao médico, procurar alimentar-se bem, evitar o álcool, o fumo e não tomar remédios sem consultar o médico.
  · Vacinar o bebê e evitar qualquer situação de risco é essencial para uma saúde perfeita.

PARTES DO CORPO AFETADAS

A Paralisia Cerebral atinge diversas regiões do cérebro.
Dependendo de onde ocorre a lesão e da quantidade de células atingidas, diferentes partes do corpo podem ser afetadas, alterando o tônus muscular, a postura e provocando dificuldades funcionais nos movimentos.
Pode gerar movimentos involuntários, alterações do equilíbrio, do caminhar, da fala, da visão, da audição, da expressão facial. Em casos mais graves pode haver comprometimento mental.

TRATAMENTO

Quanto ao tratamento, este consiste em atendimento de uma equipe multidisciplinar, envolvendo neuro-pediatra, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo, fonoaudióloga e algumas vezes professores especializados.

Casos há que necessitam suporte medicamentoso, quando existe associação de Paralisia Cerebral com Epilepsia ou quando é intensa a espasticidade, sendo então recomendado o uso de relaxantes musculares.


 TEM PARALISIA CEREBRAL

A pessoa com paralisia cerebral anda com dificuldade ou não anda, pode ter problemas de fala. Seus movimentos podem ser estranhos ou descontrolados. Pode involuntariamente apresentar gestos faciais incomuns, sob a forma de caretas. Geralmente, porém trata-se de uma pessoa inteligente e sempre muito sensível – ela sabe e compreende que não é como os outros.

Para ajudá-la, não a trate bruscamente. Adapte-se ao seu ritmo. Se não compreender o que ela diz, peça-lhe que repita: ela o compreenderá. Não se deixe impressionar pelo seu aspecto. Aja de forma natural... Sorria... é uma pessoa igual a você!
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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Universidade cria aplicativo para iPhone/iPad que diagnostica AVC

A Universidade de Calgary, no Canadá, desenvolveu um aplicativo para iPhone que permite diagnosticar derrames cerebrais com a mesma exatidão de um laboratório.
A universidade afirmou que o aplicativo, denominado ResolutionMD Mobile, que também está disponível para uso em aparelhos móveis que utilizam o sistema operacional Android, pode ser de grande utilidade no meio rural.
"O aplicativo permite uma visualização avançada e as pesquisas mostram que é entre 94% e 100% exato, comparado a um laboratório, para o diagnóstico de derrames agudos", disse o médico Ross Mitchell, que desenvolveu o software original para iPhone, por meio de um comunicado.
O médico acrescentou que "em uma emergência médica, a representação de imagens médicas desempenha um papel importante no diagnóstico e no tratamento e o tempo é determinante no atendimento de derrames agudos".
As conclusões de Mitchell estão baseadas em um estudo realizado pela médica Mayank Goyal, também da Universidade de Calgary, no qual dois neuroradiologistas analisaram em um laboratório e em um iPhone 120 exames de tomografia computadorizada não contrastada (NCCT) e 70 angiografias de tomografia computadorizada (CTA).
"Fomos surpreendidos pela capacidade de detectar dados sutis no CTA utilizando este software. Outra vantagem desta plataforma foi sua capacidade de conduzir facilmente e de forma massiva conjuntos de mais de 700 imagens". 

O aplicativo realiza todo o trabalho de computação em tempo real e os médicos podem ver e manipular as imagens em segundos, enquanto outras ferramentas similares necessitam de até 20 minutos para descarregar os dados.
O software está sendo criado pela Calgary Scientific e a companhia prevê que nos próximos dois anos mais de 50 mil hospitais de todo o mundo terão instalado o programa em suas redes.

Fonte :Folha.com
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terça-feira, 5 de julho de 2011

Cientistas brasileiros e franceses desenvolvem nervo artificial

Uma parceria entre Universidade de Montpellier, na França, e a PUC de Porto Alegre conseguiu criar um nervo artificial. O trabalho pode revolucionar o tratamento de pessoas que perderam a capacidade de movimento das mãos por algum trauma, ajudando na recuperação das funções motora e sensitiva.

Trata-se de um tipo de plástico (polímero), acrescido de um fator de crescimento, substância que faz com que os tecidos se regenerem. Dentro do corpo, eles se transformam num novo nervo, capaz de transmitir os sinais normalmente. Em um ano, o polímero é totalmente absorvido pelo organismo e deixa de existir.

O tubo é bastante fino, menor que um palito de fósforo e é formado por cavidades invisíveis a olho nu, onde ficam os fatores de crescimento. “É uma dimensão 300 vezes menor que um vírus”, afirmou Roberto Hübler, físico que participou do desenvolvimento do material.

Jefferson Braga da Silva, cirurgião que liderou a pesquisa, disse que o nervo desenvolveu uma estrutura muito parecida com a dos naturais e está animado pelo potencial da nova técnica. “A gente obteve resultados muito bons sob o ponto de vista funcional”, disse o médico – nas pesquisas com ratos, mais de 90% dos movimentos foram recuperados.

Hoje, a forma mais comum de se recuperar um nervo é fazendo um enxerto. Nesta técnica, um pedaço de nervo é retirado da perna e implantado na parte do corpo onde se deseja – a lógica é a mesma de uma cirurgia de ponte de safena, usada em alguns pacientes cardíacos. O nervo artificial tende a ser mais eficiente e seguro para os pacientes.

A previsão é de que, em setembro, a técnica seja testada em pacientes do SUS. No campo das pesquisas, o próximo passo é utilizar os polímeros para tentar recuperar lesões ainda mais graves.

“Nós já estamos começando a fazer para o osso, para o músculo e para o tendão, só que daí são outros fatores de crescimento, são outros fatores que vão aumentar a regeneração destes outros tecidos”, apontou Jefferson Braga da Silva.

Fonte: G1
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Droga contra o câncer contribui para regeneração de lesões da medula espinhal

Após uma lesão medular uma série de fatores impede a regeneração das células nervosas. Dois dos mais importantes desses fatores são a desestabilização do citoesqueleto e o desenvolvimento de tecido cicatricial. Enquanto o primeiro evita o crescimento de células, o último cria uma barreira para as células nervosas cortadas.
Cientistas do Instituto Max Planck de Neurobiologia em Martinsried, Alemanha, e seus colegas do Instituto Kennedy Krieger e da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, e da Universidade de Utrecht, na Holanda, mostraram que a droga para o câncer Taxol reduz os obstáculos da regeneração.
Paraplegia, esse é muitas vezes o resultado de longa duração quando as fibras nervosas são esmagadas ou cortadas na medula espinhal. Ao contrário dos nervos em um dedo cortado, por exemplo, as células do nervo lesado no sistema nervoso central (SNC) não vão regenerar.
Os cientistas têm trabalhado há décadas para descobrir as razões para esta discrepância na capacidade de regeneração das células nervosas. Eles encontraram uma variedade de fatores que impedem a regeneração das células nervosas do SNC. Uma por uma, uma série de substâncias que agem como sinais de trânsito e acabam com a retomada do crescimento têm sido descobertas.
Outros obstáculos estão dentro das células. Os microtúbulos, tubos de pequena proteína que compõem o citoesqueleto das células, são completamente misturados em uma célula nervosa SNC lesada. Um crescimento estruturado torna-se impossível. Além desses, o tecido perdido é progressivamente substituído por tecido cicatricial, criando uma barreira para o crescimento de células nervosas.
Compreendendo a regeneração 
Frank Bradke e sua equipe do Instituto Max Planck estudaram os mecanismos dentro das células nervosas do SNC responsáveis por parar o seu crescimento. "Nós tentamos provocar as células a ignorar os sinais de parada para que crescessem".
Para essa tarefa, os neurobiólogos se concentraram em estudar o papel dos microtúbulos. Estes tubos de proteína têm um arranjo paralelo na ponta do crescimento de células nervosas, estabilizam as células, empurrando o fim da célula para frente. Este arranjo é perdido em células lesadas do SNC.
Então, como pode a ordem dos microtúbulos ser mantida ou restabelecida nessas células? E uma vez que as células começam a crescer como podem vencer a barreira do tecido da cicatriz?
Com esses questionamentos em mente, a equipe internacional optou por analisar a eficiência de uma droga usada no tratamento do câncer para resolver o problema da regeneração nervosa.

Taxol 

O Taxol, nome comercial de uma droga atualmente utilizada no tratamento do câncer, mostrou promover a regeneração das células nervosas do SNC lesadas.
A pesquisa concluiu que o medicamento estabiliza os microtúbulos, para que sua ordem seja mantida e as células do nervo lesado recuperem a sua capacidade de crescer. Além disso, a droga impede a produção de uma substância inibidora no tecido cicatricial.
O tecido de cicatrização, embora reduzido pelo Taxol, vai continuar a desenvolver no local da lesão e pode assim realizar sua função protetora. No entanto, as células nervosas em crescimento estão agora em melhores condições de atravessar essa barreira. "Isso é literalmente um pequeno avanço", diz Bradke.
Experimentos em ratos, realizados pelo grupo verificou os efeitos do Taxol. Os pesquisadores irrigaram o local da lesão na medula espinal com Taxol através de uma bomba em miniatura. Depois de poucas semanas, os animais apresentaram uma melhora significativa em seus movimentos.
"Até agora, testamos os efeitos do Taxol imediatamente após uma lesão", explica Farida Helal, primeiro autor do estudo. "O próximo passo é investigar se o Taxol é tão eficaz quando aplicado em uma cicatriz já existente vários meses após a lesão".
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Paraplégico consegue andar após estímulo elétrico na espinha

Rob Summers, um americano paraplégico desde que sofreu um acidente de trânsito em 2006, conseguiu se levantar, ficar de pé e caminhar graças a uma combinação pioneira de estímulo epidural da medula espinhal e treino. A conquista foi possível depois de uma pesquisa do Kentucky Spinal Cord Research Center da Universidade de Louisville (EUA) e da Universidade da Califórnia (EUA), que publicaram um artigo na última edição da revista médica The Lancet.
Summers, segundo se pode ver nas imagens que acompanham a pesquisa, é capaz de manter-se de pé durante vários minutos, dando ele mesmo o impulso muscular necessário para se levantar. Com a ajuda de outras pessoas também pode dar vários passos e movimentar de maneira voluntária os quadris, os joelhos, os tornozelos e os dedos dos pés.
Além disso, recuperou parcialmente o funcionamento de seus órgãos sexuais e de sua bexiga, fruto de um tratamento que implica dois elementos fundamentais: a estimulação epidural da medula espinhal e um intenso programa de treinamento físico.
Os pesquisadores basearam seu projeto na estimulação elétrica epidural contínua e direta da parte inferior da medula espinhal do paciente, simulando os sinais que o cérebro transmite em condições normais para iniciar um movimento. Quando o sinal é transmitido, a própria rede neurológica da medula, em combinação com a informação sensorial que as pernas enviam à medula, é capaz de dirigir os movimentos do músculo e das articulações necessários para erguer-se, caminhar, sempre com a ajuda de outras pessoas.
O outro aspecto chave do trabalho foi "reeducar" as redes neurológicas da medula de Summers para produzir o movimento muscular necessário para levantar-se e dar alguns passos. O processo do treinamento durou mais de dois anos de trabalho, após o paciente ter passado por uma cirurgia que implantou nas costas um dispositivo de estimulação elétrica, que é o responsável da voluntariedade dos movimentos.
A professora Susan Harkema e o professor Reggie Edgerton, que dirigiram a pesquisa, expressaram em The Lancet seu desejo que seu trabalho permita aos pacientes que sofreram lesões medulares levar uma unidade portátil de estímulo elétrico.
O objetivo é facilitar a possibilidade dos paciente de se levantarem, se manterem em pé e darem alguns passos de maneira independente, embora sempre com a necessidade de se apoiarem em um andador. No entanto, Harkema e Edgerton se mostraram cautelosos e ressaltaram que ainda há muito trabalho pela frente antes que esta técnica possa se transformar em uma prática habitual.
"É um grande passo adiante. Abre uma grande oportunidade para melhorar a vida diária destes indivíduos, mas temos um longo caminho a percorrer", manifestou a professora Harkema. Edgerton insistiu que "a medula espinhal está pronta, já que as redes neurológicas são capazes de iniciar os movimentos que implicam suportar peso e dar passos relativamente coordenados sem nenhum tipo de informação procedente do cérebro".
"Isto é possível em parte graças à informação que devolvem as pernas diretamente à medula espinhal", explicou. "Esta retroalimentação dos pés e pernas para medula melhora o potencial do indivíduo para manter o equilíbrio e dar uma série de passos, e decidir sobre a direção que vai caminhar e sobre o nível de peso que suporta", indicou Edgerton.
"A medula pode interpretar estes dados de maneira independente e enviar instruções de movimento outra vez às pernas, tudo isso sem participação cortical", acrescentou o investigador. Os autores sublinharam também que o caso de Summers é especial, porque embora esteja paralisado desde o tronco do corpo humano até os pés apresenta uma certa sensibilidade na zona imobilizada.
Summers, de 25 anos, manifestou: "este procedimento mudou totalmente minha vida. Para alguém que há quatro anos era incapaz de movimentar um só dedo do pé, ter a liberdade e a capacidade de levantar-se sozinho é uma sensação incrível". "Poder levantar um pé e poder voltar a colocá-lo no solo outra vez foi incrível, mas além de isso, minha sensação de bem-estar mudou. Meu tom psíquico e muscular melhorou muito, até o ponto que muita gente não acredita que esteja paralisado. Acho que a estimulação epidural me permitirá deixar a cadeira de rodas", disse.

Fonte: Terra
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sábado, 21 de maio de 2011

Distrofia Muscular de Duchenne: Aspectos clínicos relevantes à fisioterapia.

Introdução
“Eu pensei que a humanidade já estava infringida de males suficientes...e não parabenizo o Senhor pelo novo presente que a humanidade ganhou”.

Esse pronunciamento dramático foi feito por Guillaume Duchenne, neurologista francês que primeiro escreveu a doença em 1868. Referia-se a descrição histórica de uma particular doença neuromuscular progressiva e destrutiva, afetando principalmente meninos. Por um século a doença seria conhecida como uma distrofia. Depois da observação de Duchenne, essa condição seria conhecida e comumente chamada como Distrofia Muscular de Duchenne.

Outros médicos neurologistas pioneiros escreveram sobre este tipo de doença como o cirurgião escocês Charles Bell e também por distinguir nervos sensoriais de motores. Edward Meryon, nascido por volta de 1807, também escreveu sobre a Distrofia Muscular de Duchenne, analisando texturas musculares de meninos afetados pela doença após a morte. Ele observou a destruição das fibras musculares, um fato que na época Duchenne não notou. Ainda assim, a descrição de Duchenne foi a mais completa e a mais acurada até hoje.

Duchenne também foi notável por ressaltar a importância de se estudar a doença em indivíduos vivos.

  
DESCRIÇÃO DOENÇA
Distrofia muscular é uma doença de origem genética, cuja característica principal é o enfraquecimento e posteriormente a atrofia progressiva dos músculos, prejudicando os movimentos e levando o portador a uma cadeira de rodas. Ela é uma doença motora e se diferencia das demais porque qualquer esforço muscular que cause o mínimo de fadiga, contribui para a deterioração do tecido muscular. Isto porque o defeito genético ocorre pela ausência ou formação inadequada de proteínas essenciais para o funcionamento da fisiologia da célula muscular.

Na literatura médica são catalogadas mais de trinta tipos de distrofia. A Distrofia Muscular de Duchenne é a mais comum das distrofias, com uma incidência de 1 para cada 3.500 nascimentos masculinos. O tipo Duchenne afeta essencialmente o sexo masculino. Também é a forma mais severa de distrofia muscular, até a idade adulta o paciente estará profundamente debilitado tanto fisicamente devido à fraqueza estabelecida pela fragilidade óssea, quanto psicologicamente, já que ocorre um aparente desânimo devido ao próprio estado de saúde.

O homem com esta doença não tem como se reproduzir e esta é a razão principal de as mulheres não apresentarem a Distrofia Muscular de Duchenne. A transmissão se faz por traço recessivo ligado ao sexo e a taxa de mutação é alta. Geralmente, o quadro só é notado quando a criança começa a andar. As primeiras características são o aumento do volume das panturrilhas, decorrente do grande esforço que os gastrocnêmios são submetidos para compensar o déficit dos músculos ântero laterais das pernas, para auxiliar o equilíbrio na marcha que estes pacientes apresentam.
  
ASPECTOS GENÉTICOS
O gene defeituoso é o que sofreu uma alteração em sua estrutura, que o impede de exercer sua função normal na célula, causando doenças que podem ser transmitidas hereditariamente.

O gene defeituoso pode causar uma mutação. Se o gene “mutado” for transmitido aos descendentes causará sérias doenças. As mutações são as causadoras das distrofias musculares.

  
A HERANÇA RECESSIVA LIGADA AO X
Uma mutação ligada ao X expressa-se fenotipicamente em todos os homens que a recebem, mas apenas nas mulheres que são homozigóticas para a mutação. Mulheres heterozigóticas podem expressar o fenótipo (considerando a Hipótese de Lion).

O gene de um distúrbio ligado ao X às vezes está presente em um pai e em uma mãe portadora e, então, as filhas podem ser homozigóticas afetadas.

  
CRITÉRIOS DA HERANÇA RECESSIVA LIGADA AO X
A incidência do fenótipo é muito mais alta em homens do que em mulheres.

O gene responsável pela afecção é transmitido de um homem afetado para todas as suas filhas. Os filhos do sexo masculino de qualquer uma de suas filhas tem uma chance de 50% de herdá-lo.

O gene jamais se transmite diretamente do pai para o filho, mas sim de homem afetado para todas as suas filhas.

As mulheres heterozigóticas geralmente não são afetadas, mas algumas apresentam afecção com intensidade variável.

Um exemplo de herança recessiva ligada ao X é a Distrofia Muscular de Duchenne (DMD), que é típica e letal em homens.

A DMD tem uma taxa de mutação calculada maior do que as outras doenças genéticas. Há vários estudos onde se prevê que 1/3 dos casos é de mutantes novos e 2/3 dos pacientes são de mães portadoras. A grande maioria das portadoras não exibe qualquer manifestação clínica. Há exemplos raríssimos de meninas com DMD. A DMD compreende 15% das mutações no lócus.
A DMD é uma doença genética causada por um gene defeituoso (que sofreu uma mutação genética), localizado no braço curto do cromossomo X, em uma região denominada Xp21. A mulher possui dois cromossomos X, enquanto o homem possui um cromossomo X e um cromossomo Y. Se uma mulher tiver em um dos seus cromossomos X a mutação genética que provoca a DMD, o outro cromossomo X (que não contém a mutação), será capaz de protegê-la dos efeitos do gene defeituoso. Por isso, os afetados pela DMD são sempre do sexo masculino e o gene defeituoso pode ser transmitido por mulheres portadoras assintomáticas.

Em cerca de 2/3 dos casos de DMD, a mutação responsável pela doença já está presente na mãe do paciente (portadora assintomática), que corre um risco de 50% de ter outros filhos de sexo masculino afetados. Em 1/3 dos casos, a mutação ocorre no menino afetado pela DMD, sem ter sido herdado pela mãe, ou seja, decorrentes de mutações novas. Nestes casos, dizemos que ocorreu uma mutação nova, e o risco de recorrência para futuros filhos é desprezível.

As mutações responsáveis pela DMD e pela DMB (Distrofia Muscular do tipo Becker) ocupam exatamente a mesma região no cromossomo X (a região Xp21). A partir de 1989. O antigo Laboratório de Genética da USP (atual Centro de Estudos do Genoma Humano da USP) passou a realizar exames de DNA para o diagnóstico das Distrofias de Duchenne e Becker.

O gene da DMD/DMB é gigantesco e em aproximadamente 65% dos pacientes afetados por estas doenças ocorre a perda de um pedaço do gene. É o que chamamos de deleção de DNA. Nos 35% restantes dos casos, ocorre um defeito menor, a que chamamos de mutação de ponto.

Em 1986 dois grupos de pesquisadores dos Estados Unidos identificaram e isolaram o gene da DMD e DMB. Isto significou um grande passo no conhecimento dessas doenças, tanto no diagnóstico quanto na detecção. A partir desta descoberta foram introduzidas novas técnicas de Biologia Molecular, o que possibilitou estudar diretamente o gene responsável pelas distrofias de Duchenne e Becker.

O gene responsável pela DMD foi clonado em 1987 e identificada a proteína que ele produz, a distrofina, cuja ausência acarreta as alterações musculares. A distrofina se localiza na membrana da célula muscular, e que faz parte de um complexo de várias proteínas que, em conjunto, participam da regulação da permeabilidade desta membrana. Hoje sabemos que a distrofina está ausente ou em quantidade muito reduzida nas células musculares dos pacientes de DMD, e alterada, porém parcialmente funcional, nos músculos dos afetados pela DMB.

Assim, a triagem de distrofina pode ajudar a distinguir as duas doenças. Ela também ajuda a distinguir ambas estas doenças de outras formas de distrofia muscular. Pois apesar de existirem outras, apenas na DMD e na DMB a distrofina é afetada.
 
DESENVOLVIMENTO DA DOENÇA
Os meninos afetados são normais até 1 ou 2 anos de vida, mas desenvolvem fraqueza muscular por volta dos 3 e 5 anos, quando começam a Ter dificuldades para subir escadas, correr, levantar do chão, quedas freqüentes e aumento característico do volume das panturrilhas.

O comprometimento muscular é simétrico e inicia-se pelos membros inferiores e quadris, e, mais tarde, atinge os membros superiores. Ocorre uma acentuação da lordose lombar e uma marcha anserina (andar de pato). Contraturas e retrações dos tendões levam alguns pacientes a andar na ponta dos pés.

A pseudo hipertrofia das panturrilhas, o resultado de infiltração do músculo por gordura e tecido conjuntivo são vistos geralmente desde cedo. Alterações da coluna e dos tendões são conseqüência das alteraçoes musculares das pernas. Com o progredir da doença ocorre comprometimento dos músculos dos membros superiores. Há ainda amiotrofias predominantemente na cintura pélvica e escapular. Há progressão lenta com retrações tendíneas e perda da ambulação entre 8 e 12 anos.

A fraqueza excessiva evolui para incapacidade de andar, em geral no início da adolescência, embora a situação possa mudar graças à avanços da pesquisa voltada para o tratamento dos meninos afetados.
È improvável que o indivíduo com DMD sobreviva aos 20 anos de idade e a sobrevida além dos 25 é incomum. A morte se dá por insuficiência respiratória, broncopneumonia ou, como o miocárdio também é afetado, de insuficiência cardíaca. O cérebro é outro órgão afetado, em média ocorre uma redução de QI de cerca de 20 pontos.
   
DIAGNÓSTICO
Atualmente, o diagnóstico da Distrofia Muscular de Duchenne baseia-se no quadro clínico do paciente, na história familiar e nos seguintes exames complementares: dosagem dos níveis sangüíneos da enzima Creatinofosfoquinase (CK), que se encontram sempre muito elevados; exame de DNA para pesquisa de deleção no gene da distrofina; Biópsia muscular para o estudo qualitativo da proteína distrofina no músculo do paciente, especialmente nos casos em que o exame de DNA não identifica a deleção do gene da Distrofina.
Outra importante aplicação prática dos métodos de estudo de DNA é a detecção das mulheres portadoras pertencentes às famílias dos afetados. Atualmente, através destes métodos, é possível saber com certeza, na maioria dos casos, se uma mulher é portadora do gene da DMD. Para isso, utilizamos duas estrtégias de estudo:

1- se o paciente afetado apresenta uma deleção de DNA, podemos pesquisar diretamente a mesma deleção no DNA da mulher em risco na família. Em caso positivo, ela terá risco de 50% de Ter filhos afetados e, se desejar, poderá se submeter à um diagnóstico pré-natal em uma futura gravidez.

2- Nas famílias onde não se identifica uma deleção no DNA do afetado, procuramos diferenciar o cromossomo X que contém o gene defeituoso do outro X (normal), através de marcadores polimórficos do cromossomo X. Este método é indireto e, por ser comparativo, exige coleta de sangue de várias pessoas da família. Por isso, é um estudo mais demorado e fornece resultados com uma confiabilidade de cerca de 95%. O Centro de Estudos do Genoma Humano da USP vem implantando novos métodos de estudo para a detecção das mutações de ponto no gene da Distrofina (para aqueles 35% dos casos onde não se detecta deleção de DNA). Um destes métodos, o Teste da Proteína Truncada (PTT), utiliza o RNA extraído dos linfócitos do sangue. Este método permite identificar o ponto exato onde ocorreu o erro (a mutação de ponto) dentro do gigantesco gene da Distrofina. Além da grande utilidade para o diagnóstico da DMD/DMB, este método também pode ser utilizado para a detecção de portadores, em casos onde antes não se identificavam deleções de DNA. Embora existam inúmeras pesquisas internacionais em andamento, com o objetivo de encontrar a cura da DMD, ainda não existe um tratamento específico para esta doença e a fisioterapia exerce um papel fundamental na melhora da qualidade de vida destes pacientes.
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quarta-feira, 30 de março de 2011

Você sabe o que realmente faz um Fisioterapeuta ?

Muita gente acha que Fisioterapeuta é massagista, Mas não é!!!
A massagem é uma técnica que pode ser usada como recurso em um tratamento Fisioterápico.

FISIOTERAPEUTA
 
Profissional de Saúde, com formação acadêmica Superior, habilitado a construção do diagnóstico dos distúrbios cinéticos funcionais, a prescrição das condutas fisioterapêuticas, sua ordenação e indução no paciente, bem como, o acompanhamento da evolução do quadro funcional e a sua alta do serviço.

DEFINIÇÃO DE FISIOTERAPIA
 
Ciência aplicada tendo por objeto de estudos o movimento humano em todas as suas formas de expressão e potencialidades, tanto nas alterações patológicas quanto nas repercussões psíquicas e orgânicas.
Seu objetivo é preservar, manter (forma preventiva), desenvolver ou restaurar (reabilitação) a integridade de órgãos, sistema ou função.
Como processo terapêutico utiliza conhecimentos e recursos próprios, utilizando-os com base nas condições psico-físico-social, tendo por objetivo promover, aperfeiçoar ou adaptar o indivíduo a melhoria de qualidade de vida.
Para tanto utiliza-se da ação isolada ou conjugada de fontes geradoras termoterápicas, crioterápicas, fototerápicas, eletroterópicas, sonidoterápicas e aeroterápicas além de agentes cinésio-mecanoterápicos e outros mais advindos da evolução dos estudos e da produção científica da área.


ATRIBUIÇÕES
 
O fisioterapeuta presta serviços nas áreas da saúde, educação, esporte, empresarial, atuando ainda no campo da pesquisa.
O exercício profissional do fisioterapeuta compreende a avaliação físico-funcional do paciente, a prescrição do tratamento, a indução do processo terapêutico, a alta no serviço de Fisioterapia e a reavaliação sucessiva do paciente para constatação da existência de alterações que justifiquem a necessidade de continuidade das práticas terapêuticas.

ÁREAS DE ATUAÇÃO
 
1 - Fisioterapia Clínica
A - Hospitais e clínicas
B - Ambulatórios
C - Consultórios
D - Centro de reabilitação 

2-Saúde Coletiva
A - Programas institucionais
B - Ações Básicas de Saúde
C - Fisioterapia do Trabalho
D - Vigilância Sanitária 

3-Educação
A - Docência (níveis secundário e superior)
B - Extensão
C - Pesquisa
D - Supervisão (técnica e administrativa)
E - Direção e coordenação de cursos 

4-Outras
A - Indústria de equipamentos de uso fisioterapêutico
B - Esporte
C - Acupuntura 

5- Exigências Legais
A - Responsabilidade Técnica
B - Registro Profissional 

ATRIBUIÇOES PROFISSIONAIS
 
1 - FISIOTERAPIA CLÍNICA
1.1 - Atribuições Gerais
1.1.1 - Prestar assistência fisioterapêutica (Hospitalar, Ambulatorial e em Consultórios
1.1.2 - Prescrever, planejar, ordenar, analisar, supervisionar e avaliar atividades fisioterapêuticas dos clientes, sua eficácia, resolutividade e condições de alta.
1.2 - Atribuições específicas 

1.2.1- Hospitais, Clínicas e Ambulatórios.
a) Definir, planejar, organizar, supervisionar, prescrever e avaliar as atividades da assistência fisioterapêutica aos clientes.
b) Avaliar o estado funcional do cliente, a partir da identidade da patologia clínica intercorrente, de exames laboratoriais e de imagens, da anamnese funcional e exame de cinesia, funcionalidade e sinergismo das estruturas anatômicas envolvidas.
c) Estabelecer rotinas para a assistência fisioterapêutica, fazendo sempre as adequações necessárias.
d) Solicitar exames complementares para acompanhamento da evolução do quadro funcional do cliente, sempre que necessário.
e) Recorrer a outros profissionais de saúde e/ou solicitar pareceres técnicos especializados, quando necessário.
f) Reformular o programa terapêutico sempre que necessário.
g) Registrar no prontuário do cliente, as prescrições fisioterapêuticas, sua evolução, as intercorrências e a alta em Fisioterapia.
h) Integrar a equipe multidisciplinar de saúde, com participação plena na atenção prestada ao cliente.
i) Desenvolver estudos e pesquisas relacionados a sua área de atuação.
j) Colaborar na formação e no aprimoramento de outros profissionais de saúde, orientando estágios e participando de programas de treinamento em serviço.
k) Efetuar controle periódico da qualidade e resolufividade do seu trabalho.
1) Elaborar pareceres técnicos especializados. 

1.2.2- Em Consultórios
a) Avaliar o estado funcional do cliente, a partir da identidade da patologia clínica intercorrente, de exámes laboratoriais e de imagens, da anamnese funcional e exame de cinesia, da funcionalidade e do sinergismo das estruturas anatômicas envolvidas.
b) Estabelecer o programa terapêutico do cliente, fazendo as adequações necessárias.
c) Solicitar exames complementares e/ou requerer pareceres técnicos especializados de outros profissionais de saúde, quando necessários.
d) Registrar em prontuário ou ficha de evolução do cliente, a prescrição fisioterapêutica, a sua evolução, as intercorrências e as condições de alta em fisioterapia.
e) Colaborar com as autoridades de fiscalização profissional e/ou sanitária.
f) Efetuar controle periódico da qualidade e eficácia dos equipamentos, das condições sanitárias e da resolutividade dos trabalhos desenvolvidos. 
 
1.2.3- Centros de Reabilitação
a) Avaliar o estado funcional do cliente, a partir da identidade da patologia clínica intercorrente, de exames laboratoriais e de imagens, da amnese funcional e do exame da cinesia, da funcionalidade e do sinergismo das estruturas anatômicas envolvidas.
b) Desenvolver atividades, de forma harmônica na equipe multidisciplinar de saúde.
c) Zelar pela autonomia científica de cada um dos membros da equipe, não abdicando da isonomia nas relações profissionais.
d) Integrar a equipe multidisciplinar, com participação plena na atenção de saúde prestada a cada cliente, na integração das ações multiprofissionalizadas, na sua resolutividade e na deliberação da alta do cliente.
e) Participar das reuniões de estudos e discussões de casos, de forma ativa e contributiva aos objetivos pretendidos.
f) Registrar no prontuário do cliente, todas as prescrições e ações nele desenvolvidas. 

2 - SAÚDE COLETIVA
 
2.1 - Atribuição Principal
Educação, prevenção e assistência fisioterapêutica coletiva, na atenção primária em saúde. 
2.2 - atribuições específicas
2.2.1 - Programas Institucionais
a) Participar de equipes multidisciplinares destinadas a planejar, implementar, controlar e executar políticas, programas, cursos, pesquisas ou eventos em Saúde Pública.
b) Contribuir no planejamento, investigação e estudos epidemiológicos.
c) Promover e participar de estudos e pesquisas relacionados a sua área de atuação.
d) Integrar os órgãos colegiados de controle social.
e) Participar de câmaras técnicas de padronização de procedimentos em saúde coletiva.
f) Avaliar a qualidade, a eficácia e os riscos à saúde decorrentes de equipamentos eletro-eletrônicos de uso em Fisioterapia. 

2.2.2- Ações Básicas de Saúde
a) Participar de equipes multidisciplinares destinadas ao planejamento, a implementação, ao controle e a execução de projetos e programas de ações básicas de saúde.
b) Promover e participar de estudos e pesquisas voltados a inserção de protocolos da sua área de atuação, nas ações básicas de saúde.
c) Participar do planejamento e execução de treinamentos e reciclagens de recursos humanos em saúde.
d) Participar de órgãos colegiados de controle social. 

2.2.3- Fisioterapia do Trabalho
a) Promover ações terapêuticas preventivas à instalações de processos que levam a incapacidade funcional laborativa.
b) Analisar os fatores ambientais, contributivos ao conhecimento de distúrbios funcionais laborativos.
e) Desenvolver programas coletivos, contributivos à diminuição dos riscos de acidente de trabalho. 

2.2.4- Vigilância. Sanitária a) Integrar a equipe de Vigilância Sanitária. b) Cumprir e fazer cumprir a legislação de Vigilância Sanitária. c) Encaminhar às autoridades de fiscalização profissional, relatórios sobre condições e práticas inadequadas à saúde coletiva e/ou impeditivas da boa prática profissional.
d) Integrar Comissões Técnicas de regulamentação e procedimentos relativos a qualidade, a eficiência e aos riscos sanitários dos equipamentos do uso em Fisioterapia.
e) Verificar as condições técnico-sanitárias das empresas que ofereçam assistência fisioterapêutica à coletividade. 

3- EDUCAÇÃO
 
3.1. Atribuição Principal
a) Dirigir, coordenar e supervisionar cursos de graduação em Fisioterapia/Saúde;
b) Lecionar disciplinas básicas e profissionalizantes dos Cursos de Graduação em Fisioterapia e outros cursos na área da saúde;
c) Elaborar planejamento de ensino, ministrar e administrar aulas, indicar bibliografia especializada e atualizada, equipamento e material auxiliar necessários para o melhor cumprimento do programa;
d) Coordenar e/ou participar de trabalhos interdisciplinares;
e) Realizar e/ou participar de atividades complementares à formação profissional;
f) Participar de estudos e pesquisas em Fisioterapia e Saúde;
g) Supervisionar programas de treinamento e estágios;
h) Executar atividades administrativas inerentes à docência.
i) Planejar implementar e controlar as atividades técnicas e administrativas do ano letivo, quando do exercício de Direção e/ou Coordenação de cursos de graduação e pós-graduação;
j) Orientar o corpo docente e discente quanto a formação do Fisioterapeuta, abordando visão crítica da realidade política, social e econômica do país;
k) Promover a atualização didática pedagógica em relação à formação profissional do Fisioterapeuta. 

4 - OUTRAS
 
4.1 - Equipamentos e produtos para Fisioterapia (Industrialização e Comercialização)
a) Desenvolver/Projetar protótipos de produtos de interesse do Fisioterapeuta e da Fisioterapia;
b) Desenvolver e avaliar uso/aplicação destes produtos;
c) Elaborar manual de especificações;
d) Promover a qualidade e desempenho dos produtos;
e) Coordenar e supervisionar demonstrações. do produto junto a profissionais Fisioterapeutas;
f) Assessorar tecnicamente a produção;
g) Supervisionar e coordenar a apresentação do produto em feiras e eventos;
h) Desenvolver material de apoio para treinamento;
i) Participar de equipes multidisciplinares responsáveis pelo desenvolvimento dos produtos, pelo seu controle de qualidade e análise de seu desenvolvimento e risco sanitário. 

4.2 - Esporte
a) Planejar, implantar, coordenar e supervisionar programas destinados a recuperação funcional de atletas;
b) Realizar avaliações e acompanhamento da recuperação funcional do cliente;
c) Elaborar programas de assistência fisioterapêutica ao atleta de competição;
d) Integrar a equipe multidisciplinar de saúde do esporte com participação plena na atenção prestada ao atleta.

4.3 - Acupuntura
a) Utilizar a prática da acupuntura desde que, supridas as exigências contidas nas Resoluções do COFFITO que disciplinam a matéria. 

5 - EXIGENCIAS LEGAIS
5.1 - Responsabilidade Técnica
a) Toda empresa ligada a produção de equipamentos de utilização em Fisioterapia e as que prestam assistência fisioterapêutica, são obrigadas ao registro nos Órgãos de controle e fiscalização do exercício da atividade profissional da Fisioterapia (Lei n0 6.316/75);
b) No momento da solicitação de seu registro, deverão apresentar profissional Fisioterapeuta, para assumir a responsabilidade técnica da Empresa perante o órgão de fiscalização, a quem serão imputadas as responsabilidades pelas quebras da ética social que não sanear ou denunciar. 

5.2 - Registro Profissional
a) Para o exercício da atividade profissional de Fisioterapeuta no país, é exigível além da formação em curso universitário superior, o registro do seu título no Conselho Profissional da categoria;
b) A atividade profissional só é permitida após o trâmite processual e a concessão de autorização provisória de trabalho ou Carteira de Identidade Profissional de Fisioterapeuta (Lei n0 6.31 6/75). 

CAMPO DE ATUAÇÃO PROFISSIONAL
O atendimento a pacientes pode ser feito a domicílio, em clínicas, consultórios, centros de reabilitação, hospitais, UTI's, ambulatórios.
O fisioterapeuta atua nas áreas: fisioterapia ortopédica, cardiológica, oncológica, respiratória, pediátrica, estética, do trabalho, dentre outras.
Ainda atua no Magistério Superior - Cursos de Graduação e PósGraduação, dando assessoria e consultoria, no campo da pesquisa e em empresas.

Espero que agora tenha ficado bem claro o que realmente é um Fisioterapeuta, pois infelizmente é um trabalho pouco reconhecido.
E aqui vai um vídeo em homenagem aos Fisioterapeutas!


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